quarta-feira, 26 de maio de 2010

dia 06/06: DZK, Sarjeta, Cegos Pelo Ódio e Atentado no Espaço Impróprio


Junho Antifascista – Reunião Resistência Antifascista
Dia 05/06 – Entrada R$ 6,00
Espaço Impróprio – Rua Dona Antonia de Queiroz nº 40 – Consolação
Entre a Augusta e Frei Caneca
A partir das 18:00 hrs
Bandas: DZK, Sarjeta, Cegos Pelo Ódio & Atentado

terça-feira, 25 de maio de 2010

desenho feito por (A)lan

entrevista com Ariel



1 - É grande a satisfação de entrevistar você Ariel, é uma enorme honra. Vamos começar na época da Vila Carolina, como era? Muita confusão e bandas sendo formadas, correto? Como era a cena em geral? E fale do principio do Restos de Nada?

Ariel: Tudo era novidade para aqueles moleques recém saídos dos anos 60. A estética hippie já não nos seduzia e para contrapor essa filosofia das flores, formamos gangues que passaram a ser fundamentais para o surgimento do Punk Rock. Para podermos ir para o centro da cidade, precisávamos estar espertos e unidos, pois existiam diversas gangues disputando os espaços. Quando algumas delas se encontravam o choque era inevitável. A Gangue da Carolina era uma das mais respeitadas nesse conceito. Algumas pessoas envolvidas nessas gangues também estavam interessadas em algo mais além de brigar e daí surgiram bandas como, Restos de Nada, NAI (Condutores de Cadáver), Desequilíbrio, Inocentes, Neuróticos e outras mais. A Restos de Nada se diferenciava pelo modo elaborado de composição, tanto das músicas como das letras, que bebiam na fonte das bandas e dos escritores malditos. Nossa necessidade de expressão ultrapassou os limites dos três acordes e fomos nos engajar em diversas frentes que estavam surgindo.

2 - Você sempre foi muito ativo no nosso movimento, fale um pouco sobre os grupos de estudos zapatistas e anarquistas, e dos sons que você organizou, os principais como SP Punk, A Um Passo do Fim do Mundo; O Fim do Mundo. Lembra quando tocamos juntos em 2.005, que você colocou um “telão” com “filmes de ação e educativos” (risos), onde foi mesmo isso? Você ajuda na trilha desses filmes, correto?

Ariel - Completando a resposta anterior, essas novas frentes que estavam surgindo nos interessavam como forma de aliar nossa postura Punk com o que estava acontecendo no Movimento Estudantil e também na luta sindical, com greves pipocando pela cidade, como a dos bancários em 1977 e na movimentação metalúrgica por São Paulo e pelo ABC paulista em 78/79. Alguns grupos de extrema esquerda já estavam atuando nesses meios e passei a me interessar por política revolucionária e entrei na OSI (Organização Socialista Internacionalista) de tendência Trotskista que lutava pela IV Internacional dos Trabalhadores. Participei ativamente desse grupo, atuando no movimento secundarista e sindical, pois naquela época eu trampava numa metalúrgica e fui a muita porta de fábrica e também a muita greve por aí. Depois de um tempo abandonei essa forma de luta e em meados dos 80 já era Anarquista convicto e militante da causa libertária. Já nos 90 apareceu uma nova forma de luta que tem os companheiros mexicanos do EZLN (Exército Zapatista de Libertação Nacional) como exemplo atual de consciência revolucionária e formamos um núcleo zapatista aqui em São Paulo, com diversos grupos atuando em conjunto e uma de nossas façanhas foi ocupar o consulado mexicano e entregar uma carta de repúdio ao cônsul.
Na verdade, SP PUNK foram umas coletâneas que gravamos com o selo Desculpe Aturá-los Records. Foram em torno de 50 bandas em três edições no final dos anos 90. Tivemos problemas internos e acabamos com o selo. Os festivais foram dentro da Semana Jovem que aconteceram em 2001 e 2002. Foram 54 bandas no primeiro e 64 no segundo.
Sempre procuramos dar um diferencial nos sons e dessa vez mostramos uns altporns pro pessoal. Dessa vez foi na Penha. Tem um grupo chamado X Plastic que desenvolve esses brinquedinhos educativos (risos). Participamos como trilha sonora em alguns vídeos dessa produtora.


3 - Como foi sua entrada e saída na banda Inocentes? Qual a parte positiva e negativa ou traumática desta experiência?

Ariel - Minha entrada aconteceu em 1982. Nessa época a Restos de Nada e a Desequilíbrio já tinham acabado e como o Mauricinho havia saído, resolveram me chamar para assumir o vocal da Inocentes. Fizemos eventos importantes, como nossa aparição catártica no Gallery, os shows na PUC de união do movimento, no Festival O Começo do Fim do Mundo e no Circo Voador no Rio em janeiro de 1983. Gravamos de forma totalmente independente um compacto chamado Miséria e Fome, com músicas censuradas e tudo mais. Tudo o que fizemos nessa época foi por nós mesmos e essa foi a parte positiva da coisa. Éramos "A" banda do movimento, mas por questões de ego e desejo de alcançar outras paragens, me tiraram da banda, alegando que eu era o homem que bebia demais (risos).

4 - O Show no circo voador (RJ) em 83 é visto até hoje como nostálgico, para a história do rock nacional em geral, afinal foi lá que o grupo Paralamas do Sucesso acabou assinando com uma grande gravadora e tal. Como ocorreu tudo isso, quais as principais lembranças?

Ariel - Esse show aconteceu num momento (Janeiro de 1983) realmente importante para o Punk Rock nacional. Foi a 1ª vez que mantivemos contato com Punks de outros lugares, pois até aí éramos restritos à capital paulista com as gangues pegando pesado quanto à violência e de uma certa forma autodestruindo a cena que tanto lutamos para conquistar.
Mas voltando ao Circo, lembro de muita pouca coisa (risos), pois estava o tempo todo chapado de Artani e cachaça, mas sei que o pessoal ficou chocado quando apareceu um carro da Rede Globo para cobrir o evento e nós incentivando o pessoal a quebrar tudo, pois após o Festival do Sesc em Novembro, essa mesma Rede havia feito uma matéria sensacionalista no Fantástico, sujando o Movimento como um todo, e foi isso mesmo o que aconteceu, voaram repórteres e câmeras pra todo o lado e eu em cima do palco bradando: Pau no cu de Deus, Pau no cu da Globo e Pau no cu do ABC (que era nosso desafeto na época). Foi foda, o Jornal O Globo estampou uma foto minha de meia página e todo o ocorrido. Pânico no Rio de Janeiro!
Havia uma rádio chamada Fluminense (A maldita) que tocava o Punk Rock feito em São Paulo na programação normal e todo o pessoal já estava mais do que familiarizado com a cena de São Paulo. Eu andava direto com uma camiseta escrita: Foda-se a Classe Dominante, de jaqueta de couro e coturno num calor de 40º. O Paralamas pediu pra abrir o show e depois disso se deram bem, não é mesmo? Havia outros famosos também, como o Cazuza e o Eduardo Duzek, que queria trocar idéia com a gente, mas não rolou. Too Much Junk Business.


5 - Como se sente, quando dizem que o movimento punk no brasil começou em Brasília?

Ariel - Me sinto ofendido, pois um bando de babacas, como Renato Russo, Herbert Vianna e Dinho Ouro Preto, pagando de rebelde e reivindicando o Punk como Movimento, é piada, não é mesmo? Queria ver esse pessoal dando rolê pelas quebradas e pelas ruas do centro de São Paulo, nos idos dos 70. Será que sobreviveriam ao que nós sobrevivemos? Falar de Movimento de rua é uma coisa, outra é ficar no conforto de um apartamento de Brasília escutando um som. Na verdade não importa onde tenha surgido o Punk no Brasil, mas que nós criamos a cena mais radical em São Paulo, disso não tenho dúvidas.

6 - Hoje é muito menos difícil a gravação de musicas, como era isso até a década de 90. Cite os principais trabalhos ao qual você gravou, seja com o Restos de Nada, Invasores de Cérebros e Inocentes.

Ariel - Acho que está mais fácil, sim, mas um tanto banalizado. Falta um diferencial, seja conteúdo ou inovação musical.
Minha primeira gravação em um estúdio profissional foi com o Inocentes em 1983. Conseguimos por nós mesmos gravar um compacto, pois a censura vetou muitas músicas que dariam para um LP, que acabou saindo depois pela Devil Discos.
Pela mesma Devil, lançamos o LP do Restos de Nada em 87, numa reunião da banda original.
Com o Invasores, lançamos um compacto por nós mesmos no final dos 90 um CD no começo de 2000, pela Ataque Frontal e o mais recente numa parceria entre a banda, a Corsário Discos e a Rebel Music.


7 - Como foi o começo e os principais fatos históricos da melhor banda de hardcore/punk nacional (na minha opinião), os Invasores de Cérebros? Como foi a “correria” para lançar os dois cds da banda?

Ariel - A banda Invasores de Cérebros, nasceu dentro do Movimento e preserva até hoje essa postura, tocando em todos os lugares onde é chamada, seja num buteco numa quebrada qualquer ou mesmo nas casas noturnas da cidade. Não temos preconceito com quem quer que seja e apesar de muito babaca ficar cobrando posturas, acredito que ficar fechado em dogmas não condiz com uma postura libertária. Vou citar um caso entre tantos passados pela banda: No início dos 90, um grupo de trabalhadores da CSN (Companhia Siderúrgica Nacional) sediada em Cubatão, que havia sido demitido, estava acampado próximo á estação São Bento do Metrô, divulgando sua luta e como estávamos tentando reorganizar a COB (Confederação Operária Brasileira), com anarquistas e punks unidos, propusemos aos metalúrgicos um show na Concha Acústica de Santos, praia do Gonzaga e levar sua reivindicação à população local. Enchemos dois ônibus de punks e anarquistas e fomos ao litoral para fazer o show com as bandas Invasores de Cérebros e Coyote Maldito. Conseguimos juntar muitas pessoas e no meio do show, vem uma comissão que estava em uma assembléia, dizendo que os trabalhadores haviam sido recontratados. Foi uma alegria imensa e uma certeza que com solidariedade e luta conseguimos fazer ações diretas concretas.
Quanto aos discos, a coisa funcionou da mesma maneira de sempre. Buscamos juntar alguma grana para a gravação e com ajuda de camaradas, tanto da Ataque Frontal, quanto da Rebel Music, da Corsário Discos e até mesmo do Zine Aviso Final, conseguimos lançar as paradas.


8 - Para nós o movimento é um estilo de vida, compromisso mesmo. O que você anda fazendo atualmente dentro da cena? Sei que é muita coisa como sempre! Fale sobre os Garotos do Subúrbio.

Ariel - Para mim é mais do que um estilo de vida, é a própria vida, pois se me faltar isso não sobrevivo de forma alguma. Por esse motivo sempre estou em movimento e querendo ainda mais...
Procuro sempre ajudar quem está interessado em fazer a cena, atuando em várias frentes, seja numa leitura de poesias, numa encenação teatral, editando textos, resenhando shows, organizando eventos, e o que mais aparecer.
O projeto Garotos do Subúrbio nasceu de uma idéia de resgatar as músicas antigas do Inocentes de 82/83, tendo como rumo o disco de estréia da banda, Miséria e Fome. Estamos com muita vontade de tocar e além das músicas do Inocentes, vamos tentar trazer algumas coisas obscuras da época também, como músicas da banda Setembro Negro, Desequilíbrio e Mack, que nunca chegaram a ser gravadas e raramente apresentadas. A banda conta, além de mim, com o Callegari da formação original e Anselmo e o Nonô da formação mais recente do Inocentes. Os garotos vieram pra ficar. Cuidado!

9 - São mais de 30 anos de movimento, quanto você acha que valeu a pena? Cite as principais diferenças na cena do final da década de 70 para os dias de hoje.

Ariel - Para mim tudo valeu a pena, até mesmo as coisas erradas, pois se existe movimento hoje, elas foram superadas e apagadas.
As cenas de todas as décadas mudaram e se adaptaram às realidades impostas. Acontece que com o Punk, a essência prevaleceu e ditou um rumo que prevalece até hoje, com dezenas de bandas surgindo a cada dia e assumindo uma postura radical. Não é fácil assumir uma postura Punk, por isso acredito que se formaram várias tendências dentro do Movimento e por mais que haja diferenças entre elas, alguma coisa de autêntico permaneceu. Amém! (risos)

10 - Sem palavras pela colaboração com nossa iniciativa e por tudo que fez e ainda faz pelo nosso movimento Ariel. Deixe o recado que quiser para os nossos leitores. Até a próxima noite quente na cidade.

Ariel - Quem agradece sou eu, meu camarada. É sempre um prazer falar de Punk.
Acho que já falei demais, mas gostaria de fazer um apelo: Façam o que quiser, seja uma atitude Punk ou não, mas faça com paixão e com a certeza de querer mudar essa situação que nos é imposta. Provamos depois de todo esse tempo que somos necessários, todos nós, os Libertários!

Acracia

Ariel

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Entrevista com Thrash, vocalista das bandas Armagedom e Atitude


1 – Imenso prazer entrevistar você Thrash! Quando e como começou a participar do underground paulistano?
Bom o prazer e meu Fábião, obrigado pelo espaço. Acho que em meados de 86, já escutava um som, desde moleque já gostava de rock nacional, como Titãs, Ultraje a Rigor e Ira, no colégio conheci meu amigo Edson, que me apresentou vários sons, ai comecei a escutar as bandas inglesas de punk, como Disharge, English Dogs, GBH, Tervet Kadett, além de escutar muito Thrash, Black, e Heavy Metal, e foi com ele também que montei minha primeira banda de Death Thrash, a extinta e obscura, MORTUARIO, ai vi que queria ser musico e ter uma banda, no estilo que escutava pois era também um estilo de vida, comecei a dar rolê também com os Head Bangers da zona sul, banca ate hoje existente, em 94 fui preso,saiu uma matéria na revista isto é, ai foi quando acho que comecei a fazer parte da cena (risos).

2 – Quais suas principais influências?
Minhas principais influencias são as bandas dos anos 80, de Thrash, Black e Heavy Metal, além do punk, como Discharge, GBH, English Dogs Tervet kadett, Terrorizer e Extreme Noise Terror. Hoje escuto muito Venom, Bathotry, Sarcofago, e uma banda que gosto muito de metal é Andralls, não é nova, mas os caras estão no rolê faz tempo, e gosto também de Sisters of Mercy, Bauhaus, Fields of Nephelim e Joy Division. Bom, bandas recentes escuto pouca coisa.

3 – Quais os materiais lançados pela banda Atitude? Quais os outros principais acontecimentos nestes 16 anos de carreira?
O primeiro trabalho do ATITUDE, foi uma demo lançada em 96 chamada “Queremos ser nos mesmos”, saiu resenha na rock brigade, foi gravada no MR Som Studio do Pompeu e Heros Trentch (korzus), alias todos nossos materiais foram gravados lá. No começo não éramos uma banda "PUNK" as letras falavam sobre o cotidiano e problemas pessoais, mas éramos influenciados muito por Misfits e Ramones, ai que recebi um convite pra tocar com o Extremamente Irritante a banda do Bill, metal punk na tora, no bar do Ball, foi quando o Atitude começou a fazer parte da cena, ai fomos lançando musicas em coletâneas, saindo em fanzines, e tocando pelo Brasil, conhecendo as bandas da época, foi muito legal,uma casa que abraçou a gente foi o black jack, ainda da época do Murilo, onde só tocava Metal, fomos a primeira banda alternativa a tocar num dia de sábado e isso acabou influenciando a sonoridade, pois sempre estávamos querendo fazer algo mais pesado...mas além de tocar sempre, tive problemas com as drogas, e isso sempre atrapalhou a caminhada do Atitude, mudando, constantemente de formação, e o fator mais gritante, é que éramos uma banda de periferia, e não tinhamos pais ricos, então, várias coisas amararam a banda esses anos, mas sempre aos trancos e barrancos íamos pra cima, ai em 2003 trabalhava em uma, empresa ai ganhava bem, decidi bancar o cd da banda, mas tava usando drogas demais na época, deixava as coisas nas mãos de outras pessoas, gravamos um cd, com 17 musicas, alguns selos se interessaram, mas não lançaram, isso foi atrasando o lado e eu ia ficando mais puto, ao invés de tomar as rédeas, enfiava cara na junkeria e deixava as coisas passar, ate que em 2006 o Bart da 53 HC, ia lançar o cd, confiamos no filho da puta e pegou nossa grana e ate hj esse cd não saiu, bom isso acabou me deixando cada vez mais puto e cético e isso acabou, levando o fim a banda e também estar muito envolvido com drogas e muita balada, mas temos registro no youtube, de alguns sons e shows que fizemos,..bom espero um dia poder voltar mas estou em outra pegada agora, pois as musicas novas estavam muito legais e pesadas, o metal punk na essência.

4 – Cite as maiores diferenças, que vê em relação ao underground dos anos 90 com os dias de hoje.
Bom peguei a fase de transição dos anos 80 para os noventa, foi uma mudança muito grande, de comportamento e estilos, que acabou influenciando muita banda, e uma geração, com o grunge, o punk veio na onda e ficou mais em evidência, mas também aquele lance politizado que as bandas tinham as atitudes também se perderam, os jovens de hoje não tem mais um ideal pra lutar, uma causa justa, e vários abandonaram as bandas os rolês e vivem uma vida normal, pois viram que ter uma banda no Brasil e fazer parte de tudo isso não e fácil. Hoje, vejo um rock banalizado, choramingão, um bando de pessoas e bandas que podiam fazer a diferença, mas querem ganhar dinheiro e ficar famosos, mas daqui a 15 anos ninguém vai lembrar deles, como lembramos de Discharge, ou Motorhead, a essência rock in roll, foi perdida, não temos mais uma banda de rock do mainstream que represente essa rebeldia. Não to dizendo, que precisamos ser politicamente corretos, mas temos uma arma na mão que é a música, e podemos criar uma revolução através dela, mas infelizmente o poder musical esta nas mãos erradas e fazem os jovens engolir essa merda toda que MTV toca na sua programação, e isso é uma grande causa da banalizão e falta de comprometimento, dessas pessoas que deixam o rock nacional uma vergonha.

5 - Como rolou o convite para assumir os vocais da lendária banda Armagedom?
Bom conheço o trabalho do ARMAGEDOM a algum tempo, sempre fui fã, até que um dia conheci o Ricardo bateristada banda, depois de alguns anos no lançamento do DVD do Agrotóxico, trombei o Ricardo e o Claudinei, e eles me disseram que o Eduardo tinha saído, e precisavam de um vocal, de primeira recusei, achando muita responsa, mas depois de ver o ensaio deles e prestar bem atenção nas letras vi que era a banda da minha vida e queria estar com eles tocando, e assumi os vocais, agora estamos trabalhando em um novo álbum, e se preparando para uma outra turnê na Europa, no ano que vêm, estou muito feliz de fazer parte da historia do Armagedom.

6 - Quais outras atividades você exerce paralelas ao posto de vocalista?
Fiz varias coisas. Peão, Ofice boy, não estudei muito, sempre tive que trabalhar, para ter minhas coisas, comprei minha primeira guitarra com a rescisão de contrato do meu primeiro trabalho registrado, naquela época era muito caro instrumentos, nunca tive pai rico, e nem apoio da família então as coisas sempre foram dificeis, hoje trabalho com tatto e piercing, mas queria muito poder viver só da musica, e ter tempo para compor, e ter um selo.

7 – Muito obrigado pela cooperação parceiro. O espaço é seu! Deixe uma mensagem para nossos leitores, e até o próximo rolê. Abraço!
Quero agradecer o a oportunidade, dada por vc, e dizer às pessoas, que hoje o mundo passa por diversas mudanças, como clima, cultura, monopolização das grandes companias, a TV é uma arma muito grande na mãos desses filhos da puta, pois é tudo controlado, vivemos a vida deles não as nossas, os países estão se armando para uma grande terceira guerra mundial, as pessoas querem subornar vidas em custa do sangue derramado dos inocentes.
Enquanto o cidadão se preocupa com a porra de face book, twiter colocar suas fotos achando melhor que os outros, o seu próximo morre de fome, ou doente em um hospital público, acho que devemos acordar por que esta a vir,o controle mundial, (NOVA ORDEM MUNDIAL), eles querem te chipar e te querem como gados de suas fazendinhas, controlar suas mentes e famílias, sua conta, tudo que é seu, sejamos subversivos, e não burros,quero deixar alguns links para que as pessoas conheçam meu trabalho HTTP://WWW.MYSPACE.COM/THRASHPUNKSTER, T.ENTERTENIMENT.METAL PUNS AS FUCK, MEU ORKUT. Valeu eu Fabião, obrigado mesmo, espero que goste da entrevista, pois isso e minha vida real.

Pagamos para ser espancados?


Texto de Piccol, que foi publicado no zine PARA AS BARRICADAS

Alguém já percebeu o que acontece nas ruas?

Você esta saindo do seu trabalho cansado, com a cabeça quente, e derrepente você da de cara com um carro da polícia... Que você próprio pagou o carro, a farda dele, e o salário dele, com seus impostos... O que você acha que eles fazem com você?

Vão te estapear... E te revistar, causando dores por causa dos chutes que eles te dão no intuito de você abrir mais as pernas pra a revista ficar mais fácil, te dar socos, chutes, xingos, te humilhar, e se você falar que ele não pode te bater, ainda vão plantar drogas em você, pra te levarem preso e você tirar umas “férias”...

Você acha que isso esta certo? O que será que acontecer, quando eles encontram os nossos filhos nas ruas a noite? Já perceberam a quantidade de gente sumida, se for ver, garanto que metade foi os assassinos uniformizados!

Quantas vezes você foi assaltado e eles pegaram o bandido? Quantas vezes você se envolveu em alguma briga eles te atenderam como ser humano? Só sabem falar gritando, querendo que você seja o soldadinho deles, te zoam e riem da sua cara enquanto te enquadram...

Isso não esta certo!... Nós somos seres humanos porra, embora a merda que fizermos, somos seres humanos, e merecemos ser tratados com respeito e dignidade!
Dizem que estão nas ruas pra nos proteger... É isso que eles fazem?

Dar tapa na cara de trabalhador, dar tiro em adolescentes, matar inocentes e bater em mulheres e senhoras só pelo fato de estar na rua à noite ou por eles não gostarem da cara é certo?

Existe corregedoria, vamos exigir nossos direitos! Fazer os lixos fardados terem medo de nós, porque nós somos a maioria, não é preciso ter dinheiro pra exigir seus direitos, e não deixem nunca que alguém que é seu empregado pisar em você, por que se nós não pagarmos os impostos eles não tem salário!!!

De quem você tem mais medo, dos bandidos ou dos nossos assassinos fardados?
Isso tem que mudar, polícia esta na rua pra nos proteger?
É isso q eles fazem?

contato: parasbarricadas@hotmail.com

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Entrevista com Lambão do Deserdados


1) Como foi formada a banda Deserdados? Conte-nos a história de como veio o nome.

Em 1994 no Jardim Iguatemi, zona leste de São Paulo, eu (guitarra) conheci o Danone (baixo) e o Jamaica (bateria). Na época, os dois tocavam na banda Taquicardia. Ficamos amigos e resolvemos montar outra banda, com uma pegada um pouco diferente da que eles tocavam. Então convidamos o Alemão (vocal), que também era nosso amigo lá da área e, no começo de 1995, montamos os DEZERDADOS (com ‘z’ mesmo). O nome foi o Danone quem sugeriu. Era de um projeto de banda que ele tinha em 1992, mas que não tinha colocado em prática. Achamos o nome muito a ver com a proposta que tínhamos e ainda temos. É muito forte, muito punk. Depois mudamos para DESERDADOS com ‘s’, nem lembro por que. O nome aparenta ter uma carga bem negativa, mas na verdade não o encaramos assim. Interpretamos como se fôssemos rejeitados, repelidos pelo sistema, por não se enquadrar nele. E não nos enquadramos com orgulho. Procuramos andar à margem dele. Por isso encaramos o nome como positivo, e é esse um dos motivos pelo qual costumamos usar a estrela junto ao nome da banda.

2) Quais os materiais lançados, inclusive as demos?

Lançamos as demos Grito de Revolta (1995) e Deserdados (1997), participamos de diversas coletâneas, e lançamos os discos Revolução, Agora! (2000) pela Kaskadura Records, e o Mau Exemplo?... (2002) pela Teenager in a Box Records. No momento estamos trampando as músicas novas para outro disco.

3) Qual importância da coletânea SP Punk? Tanto pra banda, quanto para o movimento nos anos 90.

Participamos do SP Punk Volume 1 quando tínhamos apenas um ano de banda. Hoje em dia parece nada de extraordinário, mas na época, uma banda nas nossas condições sair em um CD (que era algo relativamente novo), foi muito foda. O pessoal começou a colar mais nos nossos shows, ficamos empolgados e evoluímos. Sem falar que saíram resenhas em revistas de rock, com ótimos comentários sobre o CD e sobre nós. Para o movimento como um todo, o efeito também foi muito positivo. No começo daquela década as coisas estavam meio mornas e esse CD deu um grande gás à cena. Começaram a aparecer muitas bandas novas e também bandas da antiga, que estavam paradas, voltaram a ativa. A coisa cresceu no meio dos anos 90, não só na música punk, mas na arte punk como um todo. Vivíamos o fenômeno da globalização com mais intensidade e na busca das respostas para tudo aquilo, houve uma conscientização política e muita informação foi sendo trocada com mais velocidade. Nessa época o punk também começou a interagir e absorver coisas legais de outros movimentos. Foi época também de grande adesão de meninas na cena (fruto da queda das brigas entre facções). E esta coletânea teve um grande papel. Fez parte da trilha sonora de tudo isso.

4) Qual importância dos festivais A um Passo do Fim do Mundo e o Fim do Mundo? O quanto você acha que festivais com estas estruturas fazem para o movimento hoje em dia?

Esses dois festivais podem ser considerados como o ápice do que eu estava falando. A coisa virou o século bombando. Foram dias inesquecíveis. Grande idéia de Ariel, Tina e companhia, de relacionar aquele momento, já nos anos 2000, com o Começo do Fim do mundo, que é do inicio dos 80. Fizeram uma trilogia legal e felizmente participamos dela. Festivais desse tipo só tendem a dar um gás à cena, integrar pessoas de lugares bem diferentes, e mostrar o valor e força do ‘faça você mesmo’.

5) O CD Revolução Agora foi relançado recentemente. Vocês acham que foi válido? Qual a aceitação do público?

Sim, foi muito válido porque existia uma grande procura. O público mais velho quando viu o CD de novo nas lojas teve um ‘revival’ (risos), e o mais novo teve a oportunidade de ter um material que estava fora de catálogo.

6) O espaço é seu. Deixe uma mensagem para nossos leitores.

Valeu Fabião pela entrevista. Estamos juntos! Ao leitor: Todos nós fazemos parte de uma cena que não tem fronteiras. Apóie a cena independente, e isso inclui a cena daqui do Brasil. Ainda temos um culto de achar que o que vem de fora é sempre melhor. Não é melhor e nem pior, e sim diferente, com suas particularidades. Eu costumo pensar que, para expandir, a pessoa precisa estar, primeiramente, bem com si própria, senão é muito difícil. Com o movimento acho a mesma coisa. Vá aos shows em sua cidade, compre o material das bandas, troquem idéias, escrevam zines, façam blogs, formem coletivos, organizem eventos, etc. Cada um pode contribuir de uma forma. Invente uma. A Maximum Rock and Roll, por exemplo, é o que é porque, antes de tudo, teve apoio local. Sem falar nas bandas de fora que tanto gostamos. Vamos pensar nisso e já programar o que vamos fazer no próximo fim de semana! Abraço! Vida longa ao Punk Rock!

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Três dias de som punk seguidos!



Chegando de viagem sexta feira dia 23/04/2.010, após show com minha banda Sarjeta no nordeste, fui ver o primeiro dia de festival punk Contracultura, ansioso pra rever amigos e pogar aos sons de bandas que mantém o movimento punk na ativa e a cada dia mais forte.


Do aeroporto fui direto pro metrô Conceição, logo que subi as escadas do metrô já dei de cara com os parceiros Fábio (Olho Seco) e com o Zé Galinha (Zé Galinha Co), fomos pro Noise Terror e de longe avistei o Fantasma (roadie dos Excomungados) e o Indião (Hino Mortal/Condutores de Cadáver), chegando ao Noise Terror encontramos Jão (Ratos de Porão), Marcos (Agrotóxico/Olho Seco), Orlando Saltine (ex Golpe de Estado e apresentador do programa Contracultura) entre tantos outros. Como o Lambão da banda Deserdados me falou, nunca vi tanto tiozinho!
O show do Deserdados, foi carregado de muita energia desde a primeira música 1.977, passando por clássicos da banda como Yo Quiero Ser Libre!, Rock De Combate e Não Quero Mais, entre outros sons que agitaram bastante toda a galera que fez com que o Noise Terror parecesse uma sauna. Pra fechar, a banda Ramona cover do Ramones, mandaram vários clássicos desta banda que mudou a história do rock mundial, agitei praticamente a apresentação toda, e não deixávamos a banda parar de tocar, foram várias as saideiras e com o piso muito molhado e latas de cerveja vazias por todos os lados, chegou a hora de ir descansar.
Fui dormir na casa dos meus amigos Demente (Phobia/Juventude Maldita/Final Fight), Fernanda (Final Fight/Dominatrix) e JC (Rattü Mortü). A idéia era de eu ensaiar com a Fernanda antes do som de Sábado, pois ela iria tocar bateria pra gente do Excomungados, mas logo de manhã, chegou o baterista da banda Fast Food da República Tcheca, e a gente foi trocar umas idéias com ele, e acabamos estendendo a conversa, quando voltamos a dormir o combinado era acordar as 14:00 hrs, mas nos atrasamos geral, e nem rolou o ensaio, tínhamos que improvisar, mas estamos acostumados, e a galera que acompanha a banda também esta, afinal somos a THE WORST BAND.
Carne Moída fez uma apresentação fantástica, conheço a banda desde o começo, e já vi várias apresentações deles, mas esta foi a que mais me chamou a atenção, o som está cada vez melhor e as performances também, a agitação tomou conta desde a já clássica deles Tropa de Choque, até o último som que foi Criança Sem Esperança, onde o Vocalista Eduardo colocou uma fralda, isto já vem se tornando uma Constancia nas apresentações da banda.

Depois chegou a hora do ensaio ao vivo com Excomungados, tinha tanta gente agitando e cantando junto ao microfone, que tinha hora que era impossível tocar e chegar perto do microfone, abrimos com Hospícios, na quarta música chamamos o Barata do DZK pra cantar a Pedido a Nathan, na seqüência Orlando Saltine cantou Stroessner e a bagunça geral continuou até a clássica Vida de Operário que o Barata cantou novamente, fora que um dia histórico, pois a Fernanda tocou bateria pra gente, na última música repetimos Hospícios e o Spaguetti ex Ratos de Porão cantou com a gente. Depois ficaram vários punks cantando clássicos punks madrugada a fora, uma festa pra nunca ser esquecida!!!
O Xines, o Parafuso e eu dos Excomungados mais o Spaguetti ex baterista do Ratos de Porão acabamos dormindo no próprio Noise Terror, quando deu 12:00 hr de Domingo lá fomos nós para mais uma jornada de punk rock, desta vez no Jd. Primavera, comemos muito churrasco, na festa organizada pelo meu parceiro Rude, vocalista da banda Filhos da Desordem. A primeira banda a tocar foi o Terceiro Mundo, mandou um som responsa, com músicas próprias e alguns covers, na sequência a banda Lokaut dos meus amigos Babão e Nicolas, mandaram um som responsa, e ainda Commando dos Ramones, foram brilhantes, com a banda Filhos da Desordem a coisa ficou realmente uma verdadeira festa punk, mandando os clássicos da banda como Lutar ou Morrer e Crianças Perdidas e covers de Dead Kennedys, Angelic Upstarts, Adicts, Cockney Rejects entre outras, o público veio abaixo, foi uma puta apresentação dedicada especialmente aos integrantes das bandas oitentistas Lixomania e Vírus 27 que estavam presentes no evento. Pra terminar Excomungados fez uma ótima apresentação relembrando alguns clássicos do punk nacional. Quero agradecer a galera Sub Punk, ao Orlando Saltine, Demente, Fernanda Terra, Rude e todos que participaram deste final de semana histórico pra mim e muitas outras pessoas. Abraços e até o próximo final de semana.

terça-feira, 13 de abril de 2010

Fabio Sarjeta entrevista Barata DZK


1 (Fabio) É um enorme prazer entrevistar meu parceiro Barata, pra começar, quero que diga o por quê da mudança de nome que ocorreu ainda na década de 80, de Decadência Social para Desequilíbrio Social / DZK.
- (Barata) Bom na década de 80, a banda se apresentou no começo do fim do mundo como Decadência Social, depois desse festival o Decadência acabou ficando só o Makarrão, que queria continuar com o nome mas não deixaram, aí ele colocou Dizikilibriu Social (DZK)

2) Quero que fale sobre a idéia do nome do CD Fui Punk, a sonoridade continuou fiel ao trabalho que sempre fizeram, é um dos trabalhos que mais gostei da banda.
- A idéia do fui punk, foi colocarmos esse nome para despertar as pessoas á contestarem o porque de ser punk, e ficarem se perguntando pô fui punk? Por quê os caras não são mais? Ai voce ouve o cd e chega á conclusão que fui punk minha vida inteira.

3) Como surgiu a idéia do mais que justo tributo ao DZK? E qual foi a receptividade que sentiram com este trabalho?
- A idéia surgiu da cobain, cooperativa de bandas, e a banda 88 Não, esse tributo era para ter saído em 2.003, mas por falta de grana ficou na geladeira saindo só em 2008 pela corsaro disco (xines - Excomungados), para nós da banda ficamos honrados por ver esse tributo ainda em vida.

4) Quais os trabalhos realizados pelos integrantes da banda em prol do punk rock?
- Pois é amigo eu faço rádio já tem algum tempo em prol do punk rock mantendo viva á cena punk, mostrando as bandas nacionais que existem dentro da cena, fiz o rota 77 por cinco anos, depois começei outro chamado combat rock, essa é á forma que eu encontrei de contribuir de certa foma com á cena punk.

5) DZK é uma banda que fez várias apresentações em outros estados. Cite as cidades e o que de melhor rola nestes fests?
- Rio, Paraná, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Brasília, enfim todos os lugares que tocamos, o que melhor rolou foi a amizade que
conquistamos ao longo desses anos todos dedicados ao punk.


6) Quais lembranças que têm de grandes festivais como O começo do Fim do Mundo, A um passo do Fim do Mundo, O fim do Mundo e SP Punk? Você assim como eu sente falta de grandes festivais como estes?
- Meu estes festivais teriam que ser anuais, mas sei que não é fácil manter isso, dá muito trabalho, não tem patrocínio ai acaba não se firmando, é uma pena... as boas lembraças é encontrar velhos amigos de longas datas, e tocar com todo mundo numa boa.

7) Muito obrigado pela ilustre participação Barata, deixe um recado para os leitores da Sub Punk. Grande abraço.
- Bom Sarjeta em primeiro lugar eu é que te agradeço pela oportunidade meu amigo. Meu recado é nunca deixem o punk morrer... tem punk ai... tem punk ai......... abraço libertários.

segunda-feira, 15 de março de 2010



Dia 27/03 em feira de Santana / Bahia

Sarjeta – São Paulo
Violencia Suburbana – Feira de Santana
Outubro - Fortaleza
Os indesejáveis – Feira de Santana
Consciencia Popular – Feira de Santana
OCK – Feira de Santana

ENTRADA: R$ 5,00 + 1Kg DE ALIMENTO(obrigatório)
LOCAL: CSU (Centro Social Urbano) - Bairro Cidade Nova - Feira de Santana-Ba - Proximo ao Transbordo da C.N.
DATA: 27/03/2010



MÍDIA FEITA PARA TE MANIPULAR.

Digamos que a TV é o melhor exemplo de colocar-se neste assunto. O da manipulação, ela que além de mostrar só o que a sociedade quer ver, esconde o que realmente deveria ser visto uma, realidade nua e crua sem maquiagem e nem finais felizes da mídia. Estamos cansados de tantas mentiras, acho que temos o direito de sabermos um pouco da nossa realidade, ou desliga-se a sua TV e abra os olhos, para quem sabe assim tudo possa ser visto melhor... É preciso ver!
Ao ligarmos a TV temos: desenhos, novelas, jornais e milhares de propagandas, que aproveitam o chamado “horário nobre”, para despejar em cima do público os seus produtos de péssima qualidade induzindo assim a sociedade comprar e gastar mais e mais.
Opções que podem simplesmente tirar você de frente da TV:
• DESENHO: com um lápis e uma folha seu filho pode criar seus próprios desenhos em seu mundo não tocado que só ele consegue estar ali.
• NOVELAS: nada melhor que ver o que se passa em sua família; problemas que só quem mora com você podem resolver, sem muitas mentiras ficções.
• JORNAL: seu vizinho pode dizer o que se passou na rua de baixo e um parente seu pode dizer como estão às coisas por lá e o clima. Além é claro de você junto com outros moradores criarem o próprio jornal, onde terá noticias que realmente importa, com denuncias contra o descaso do estado (como exemplo).
• PROPAGANDAS: é melhor comprar o que pode na suas condições do que querer comprar marcas...E sempre pensar se realmente aquele produto e importante e necessário para você.
Você ai que leu esse informativo libertário não se sinta manipulado aqui esta apenas uma referencia da realidade que é:
VOCÊ QUE NÃO TIRA OS OLHOS DA TV, NÃO CONSEGUE VER.

O QUE PODEMOS FAZER?

Exatamente como vemos com nossos próprios olhos a realidade em que vivemos, hoje a triste e vergonhosa vida, cheia de desigualdade, desrespeito, repressão e muitas injustiças ou coisas piores de deixa qualquer ser humano em um estado critico de acreditar o que se passa diante de seus olhos.
De braços cruzados nunca conseguiremos o que realmente queremos para todos nos, sabemos que tem alguém capaz de fazer tudo isso mudar, mais a incapacidade é tamanha que eles só ‘’lembram’’ da população em época de eleição, mentir é o forte deles prometem durante toda a campanha no final de tudo não cumprem absolutamente nada que eles próprios impuseram para a sociedade. Termina milhões de pessoas pelas ruas sem ter o que comer, o desemprego aumenta e a tendência desse quadro é só piorar cada dia mais.
A união faz a força isso já se sabe de co e salteado, com ajuda de todos podemos construir um mundo melhor que todos possamos viver dignamente sem diferenças sociais. Antes de tudo devemos saber uma única coisa que o mundo gira em volta daqueles que acreditam em se mesmo, e não naqueles que desistem e nem o mundo pode mudar, quem dirá a se mesmo.
Busque sempre melhorias não se cale é direito meu e seu lutar por algo melhor, sempre pensando no próximo.

Mecha-se porque o mundo não para!
TUDO SE DA UM JEITO MENOS PARA A MORTE!
ENTÃO MECHA-SE.


Nossa sociedade atual já se acostumou com tantos acontecimentos. O que era anormal se tornou fácil de acreditar... Com tanta informação seja ela verdadeira ou falsa está ai nos cercando em nosso cotidiano.
Não da pra entender como que você passa por tanto sofrimento em geral seja ele economicamente ou fisicamente, uma rotina que não tem fim... O que eu quero é impossível para aquele que não sabem o que é lutar e reivindicar seus direitos queria apenas começar pelos ricos os traria ao meu nível, porque não gostaria de subir ao nível deles sendo que a indiferença é muito grande. Faça sua diferença onde você esteja, saiba dizer não também, impor sua idéia é um primeiro passo para alcançar o que deseja.
Trabalha uma carga horária ate mesmo difícil de acreditar ao menos saber pra quem vai o seu suor seu cansaço e se tudo isso vale mesmo a pena!
-A VIDA NÃO ACABOU E VOCÊ É A PROVA VIVA QUE ELA PODE SIM SER MUDADA, MAS PRA MELHOR! PORQUE PRA PIOR NÃO TEM MAIS COMO...

Coloca uma coisa na sua cabeça quem pode mudar tudo isso sou eu e você tornando assim um todo... Se quiser ver mudança comece a mudar a se mesmo!!!

REVOLTE-SE

Texto feito por (A)lan

sexta-feira, 5 de março de 2010

Fábio sarjeta entrevista Abutre do Violência Suburbana


1)Quando e como surgiu a banda? Qual a mensagem e maiores influências da banda?

No início de 2.010, estávamos tomando uma breja num bar Rock N´Roll que costuma ser nosso canto, "BOTECO UMBURANA", enquanto reclamávamos por falta de eventos, decidimos além de montar uma banda, promover vários eventos, dando oportunidades a outras bandas iniciantes. Passamos a imagem do que é a vida nos subúrbios, a vida do operário, do trabalhador, mostramos qual a verdadeira realidade das coisas, expomos o que a mídia esconde, a corrupção, os massacres, o abuso policial, a fome, entre muitos outros temas.
Bom eu particularmente, tenho como grande influência uma banda que até hoje tem o mesmo espírito e se mantém viva, The Exploited, gosto muito do som deles e da maneira com que eles passam suas mensagens, totalmente simples e direto, gosto muito disso, The Danmed, Casualties, Clash, também são influencias, sem deixar de citar os Garotos Podres, fazemos muitos covers deles, gostamos muito. O Vitor (batera) tem outras grandes influências como The Opressed, The 4skins, The Skatalities, Bad Manners, entre outros, nosso homem das 4 cordas Agamenon tem como única e enorme influência uma banda que já tem longos anos de estrada e que continuam fabulosos com suas canções empolgantes, os Adicts.


2)Vocês têm organizado muitas gigs, zines e blogs. Está tendo bastante gente apoiando e incentivando estas atitudes que sintetizam um dos pontos fortes do nosso movimento que é o “faça você mesmo”?

Como disse, esse foi nosso primeiro sonho antes de formar a banda, e estamos obtendo um bom reconhecimento sim, bandas locais já começam a apoiar nosso trabalho, e querem tocar conosco.

3)O movimento Oi talvez seja o mais polêmico, devido à falta de informação. O que acha de pessoas de direita que usam de forma deturpada este termo que originalmente simboliza a união entre punks e skins?

Bom, o som Oi! É sim o mais polêmico devido a este fato, o que tenho a dizer a respeito, é que essas pessoas que deturpam totalmente a imagem do Oi! Usando-o como rótulo para esconder o facismo por trás dele não sabem nem o que é ser um Punk ou Skinhead, maioria são ganguistas obcecados por violência, outras vezes são filhinhos de papai revoltadinhos, que pregam amor pela nação e pelo sul, dizendo ele ser único e superior tentando impedir a entrada de estrangeiros e até de brasileiros de determinadas regiões do brasil, o Nordeste que o diga. Resumindo eles deveriam se afastar do Oi! E se assumirem facistas/integralistas, já que se dizem ser tão homens.

4)No Nordeste praticamente não existem Carecas e White Power, como é a convivência entre punks e skins por aí?

Bom aqui na Bahia existe sim alienados metidos a sulistas, dizem ser carecas do brasil, alguns do subúrbio, e alguns nazistas negros, em todos os lugares existe a alienação, porém com consciência e união estamos mostrando a verdadeira face do Oi! A verdadeira essência, unindo Punks & Skins, dando rolé juntos, organizando Gigs, colando nos sons, nos reunindo, conscientizando cada pessoa que tenha interesse em conhecer a verdadeira historia, e com isso temos ganhado muito respeito por aqui já não ouvimos nos chamarem de nazistas, como acontecia antigamente, o pessoal do metal acreditava que todo skin era nazi e todo punk que eles acompanhassem, eram nazistas com moicano, enfim mudamos totalmente a visão de todos, vivemos bem, unidos e fortes.

5)Obrigado pela atenção, parabéns pelas iniciativas. O espaço é de vocês.

Antigamente tínhamos que sair espertos em cada esquina que passávamos, hoje alguns temem a nossa união, outros respeitam e alguns apóiam, resumindo não temos nenhum tipo de problemas, temos o respeito e o reconhecimento pelo que já fizemos.


Dia 27/03 em Feira de Santana / Bahia

Violencia Suburbana - FSA (Punk/Street Punk)
Sarjeta - SP (Punk/Ska)
Os indesejáveis - FSA (Punk/Oi!)
Antifacho - SSA (Oi!)
Consciencia Popular - FSA (HC)
No Off - FSA (HC Melódico)

16:00hrs - Entrada R$ 5,00


Dia 29/03 Sarjeta em Aracaju / Sergipe

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Entrevista com Fernanda Terra do Final Fight


1 - Como e quando surgiu a idéia de montar a banda Final Fight? E como é tocar com Chris Skepis (ex Cock Sparrer) e Demente?

Em 2004 Chris estava procurando 2 mulheres pra tocar com ele e com o Deca, o ex guitarrista, eu não conhecia eles ainda, mas conhecia a Bya a ex baixista que me chamou pra banda. Era praticamente outra banda e ainda chamava Gutter Cats, de uma hora pra outra a Bya e o Deca saíram da banda e o Demente cobriu um show que já estava marcado e ficou pra sempre, e já existia uma banda chamada Gutter Cats então mudamos o nome pra Final Fight, e tipo praticamente mudou total a cara da banda, pq antes a gente tocava mais cover de Cock SParrer e The Clash, tinha uma ou outra música própria, aí a gente começou a compor mais. Mas isso tudo foi fluindo acontecer assim, não planejamos nada, e desde então eu e o Chris não paramos mais de tocar juntos. O Chris é uma figura né? Independente de ter tocado na puta banda da Inglaterra lá, ele mesmo é uma figura, já viveu tanta coisa no rock, quem não conhece tem que conhecer. Hoje em dia alem de tudo somos super amigos. E eu curto tocar com o Demente, a gente faz um som desde quando a gente tava começando a ficar. A gente alugava o estúdio só pros 2 e ficava lá tocando. Mas aí na banda as coisas ficam mais serias já teve show que a gente tinha brigado e a gente entrou brigado no palco, moh ruim isso, mas talvez tivesse sido ruim tb se tivesse rolado a briga e soh ele fosse tocar ou só eu. Sei lá já me falaram que onde se ganha o pão não se come a carne, mas eu acho legal tocar com namorado, “erraria’ tudo de novo rs.

2 – Nos conte sobre as outras atividades que você exerce relacionadas à arte.

Eu trampo como Designer desde 98, desenho desde que me entendo por gente, pinto quadros faz alguns anos, toco batera desde 92, já fiz aula de piano quando eu era criança mas nem conta rs . Agora to dando aula de batera pra um aluno que já me pedia faz um tempo pra ter aula e tava total sem tempo, to gostando, e acho que já arrumei mais um aluno, já tinha dado aula há muito tempo atrás, agora voltei.

3 – Você ainda sente que há preconceito sobre minas tocando bateria? Quando começou, tinha muita gente dizendo pra você trocar de instrumento?
Tem até hoje, claro...Toda hora falam que eu tinha quer ser vocalista, você já ouviu minha voz? Acho que não né? Hahaha...Nenhuma vocação pra vocal meu, mas enfim... Hoje até sinto certo respeito, o foda é que antigamente os comentários pesavam mais pq meio que levava a me questionar sobre mim mesma, eu era super nova, aí ouvia: “po... tocar bateria com esse pulso fino? Vc nunca vai tocar legal’ Vc acaba ficando em dúvida, mas aí com o tempo vc vai aprendendo que tem técnica se vc souber usar, vc acaba tocando muito mais pesado que um homem bombadão. É que nem nas artes marciais, vc vê aqueles japinhas magrelinhos apavorando um monte de gente...É técnica!!!! Aí vc vai rompendo essas barreiras que eu acho que foram mais difíceis. Hoje em dia se eu ouço alguém falar alguma coisa preconceituosa nem ligo, dou até risada da ignorância, só me irrita quando a pessoa fala de alguma coisa, vai lá e faz pior, acho que vc só pode falar mal de alguma coisa se vc tem moral pra falar, se vc domina o assunto.

4 – Existe muita gente que diz que mulher não toca bem batera, acha que é somente um comentário machista? Conheço algumas que destroem (no bom sentido), cite algumas que você gosta.
Eu não to nem aí pra essas pessoas que falam esse tipo de coisa, ainda mais quando não tocam batera e tem uma opinião dessa. Eu acho que até hoje tem pouca mina que destrói na batera, mas pouco cara que destrói tb né? Proporcionalmente tem mais homens pq até hoje tem menos mulher que toca. É um instrumento que precisa de muita dedicação, é praticamente um esporte, se vc não treina vc perde a pegada.
Bateras que eu curto tocando: Liliam Carmona, Vera Figuedo, Cindy Blackman, Simone Sou, Pitchu, Samantha Maloney....


5 – Como foi tocar com o Dominatrix? E até que ponto acha válido ou maçante assuntos como feminismo e femismo?
Foi 1 mês pela Costa Oeste dos Estados Unidos, público dyke, feminista, foi bacana, experiência única.
Eu acho que toda mulher e todo homem que gosta de mulher deveriam ser feminista. O femismo até onde eu entendo, eu acho q não leva a nada, tão preconceituoso quanto machismo, mas eu entendo a visão, se eu fosse homosexual mulher, se só gostasse de mulher ia ser fácil ser femista, até mesmo pra se “vingar” de todo esse machismo que nós mulheres sofremos por todos esses anos, e assim tb como se eu fosse homosexual homem seria fácil ser machista, mas eu gosto de homens e mulheres não consigo separar gênero, então isso nunca me pegou, pra mim as diferenças são pessoais. Eu não to querendo dizer que os gays são machistas e femistas, conheço gay mais feminista que muita mulher, mas eu acho que é mais fácil ter essa atitude se a pessoa não gosta e/ou não respeita a pessoa do outro sexo.


6 – Lembro de você entregando panfleto de show do Food for Life na Vila Madalena, isso numa época que a banda estava digamos no auge, final da década de 90. Sempre te encontro nos shows underground, mesmo quando não vai tocar. Você acha que o underground ainda esta sendo prestigiado da maneira que merecia? O que acha que precisa acontecer para que a cena se fortaleça mais?
Po vc lembra? Anos 90 foi muito foda...Eu sempre fiz toda essa correria mesmo, só assim pra fazer o lance acontecer e nunca mais parei.
Eu acho que hoje em dia o pessoal tem que guardar dinheiro pra ir em shows gringos que estão super caros. Aí a chance de ele ver uma banda nacional vai ser nesse show aí e provavelmente a banda não vai ganhar nada pra abrir o show, mas a banda topa pq tem o retorno do publico que ouve pelo menos uma vez a banda, e já ouvi falar que até pagam pra abrir. Eu acho o cúmulo tudo isso. Adoro fazer show beneficente, show na rua de graça, mas acho q a partir do momento que o publico ta pagando pra entrar na casa vc tinha que ganhar uma porcentagem, e pagar é o fim ne?
Eu não sei o que acontece com a juventude de hoje, quando eu era mais nova (até hoje mesmo) sentia o maior prazer em sair, ver show, ver gente, ver zines (nossa, lembra quando TODO show tinha zines?) mandar carta pra divulgar as demos, ligar pra marcar show, curtia todo o lance underground, hoje em dia ninguém ta mais nem aí, não sei o que fazer pra cena se fortalecer mais não, eu acho que faço minha parte, conheço umas pessoas que faz tb mas não depende de 10, 11 pessoas, e sim de todo mundo. Agora se as pessoas preferem consumir empurrando com a barriga o que as grandes gravadoras escolhem pra elas eu não posso fazer nada.


7 – Obrigado Fernanda pela atenção, é um imenso prazer trocar essa idéia contigo. Parabéns por tudo que faz e fez pela nossa cena. Deixe uma mensagem para os leitores do Sub Punk.
É isso aí Fabio, valeu pela oportunidade da entrevista! Respeito, igualdade e liberdade sempre!
Pra quem for de Curitiba, dia 15 de Maio na Drum Shop vai rolar um workshop de mulheres na batera, eu e mais 4 minas tocando juntas e conversando um pouco sobre bateria, evento inédito...Acho que vai ser legal!

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

3° Edição Anarquistas Piotr Kropotkin


Pyotr Alexeyevich Kropotkin, em em russo: Пётр Алексе́евич Кропо́ткин, (Moscou, 21 de dezembro de 1842 — Dmitrov, 8 de fevereiro de 1921) foi dos principais pensadores políticos do anarquismo no fim do século XIX, geógrafo e escritor. Considerado também o fundador da vertente anarco-comunista.
Nascido membro da família real de Rurik, na idade adulta Kropotkin rejeitou este título de nobreza. Ainda adolescente foi obrigado a ingressar no exército imperial russo por ordem do próprio czar Nicolau I. Nesta mesma época passou a ter contato com a literatura progressista e revolucionária da época.
Interessado por Geografia, tornou-se explorador do círculo polar ártico percorrendo milhares de quilômetros a pé e registrando diferentes fenômenos relacionados a tundra e outras paisagens árticas. Em suas muitas viagens teve contato e passou a se solidarizar com os camponeses vivendo em condições miseráveis na Rússia e na Finlândia.
Este sentimento de solidariedade fez com que Kropotkin abandonasse a atividade de pesquisador. Com o dinheiro da herança recebida pela morte de seu pai viajou para o Leste Europeu tendo contato em diversos países ativistas e revolucionários, entre estes os associados de Bakunin e os seguidores de Marx. Em Genebra tornou-se membro da Primeira Internacional depois partiu em direção à Jura a convite de um anarquista que lhe relatara a força que o movimento adquirira naquela região. Estudou o programa revolucionário da Federação Anarquista de Jura, retornando à Rússia com a intenção de divulgá-lo entre ativistas libertários e populações marginalizadas. Na Rússia voltou a fazer pesquisas científicas, tomando parte em diferentes âmbitos do ativismo libertário.
Foi preso por diversas vezes por sua militância. Seus textos foram publicados por centenas de jornais ao redor do mundo. Foi o autor de livros hoje considerados clássicos do pensamento libertário, entre os mais importantes se destacam A Conquista do Pão (Хлеб и воля) e Memórias de um Revolucionário (Записки революционера) ambos publicados em 1892, Campos, Fábricas e Oficinas (Поля, фабрики и мастерские) de 1899, e Mutualismo: Um Fator de Evolução (Взаимопомощь как фактор эволюции) publicado em 1902. Em 1911 foi convidado para contribuir também para a Enciclopédia Britânica na escrita do verbete referente ao Anarquismo.
Seu funeral em fevereiro de 1921 constituiu o último grande encontro de anarquistas na Rússia, uma vez que este país, desde a revolução de 1917, estava sob o domínio dos bolcheviques marxistas que passaram a perseguir, exilar e aniquilar os ativistas libertários onde quer que fossem encontrados.

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Fábio Sarjeta entrevista Menstruação Anárquica


1 – Quando e como começou a banda? E a estréia de vocês, a história dos carecas e tal rsrsrsr.
Edwiges - A banda começou no fim de 92, eu e as meninas freqüentávamos os ensaios do DZK, e surgiu a vontade de tocar de produzir algo também, a gente era ruim pra cacete, cada uma tocava uma musica diferente ao mesmo tempo kkkkk. Daí Makarrão sem juízo nenhum fala “já marquei a estréia de vocês, vão tocar em Ferraz de Vasconcelos”, “vocês fazem assim, tocam as três musicas depois repetem” (a idéia) e a gente “ta bom, vamo ai”. Quando começamos a tocar não sei que raios da onde saíram, o som foi invadido pelos carecas, quando terminamos e conseguimos olhar pra galera que a gente tava tão nervosa que nem via ninguém, os Punks tinham sumidos tava só a gente e os caras do DZK e os carecas com taco de beisebol, corrente, até um cachorro na parada, da pra acreditar! E os caras falavam “Toca ai, vai parar só porque a gente chegou”. Nós “não, já acabou as musicas, só temos três” e os caras “Mentira é por causa da gente, a gente não vai zuar o som não” e nós “Ah não tem mais musica, acabou, a gente só sabe estas Tchau Tchau”. O pior é que era verdade, mas quem ia acreditar naquela situação né !!!!

2 – Qual a importância que você vê na coletânea Sp Punk para a banda e para a cena em geral dos anos 90?
Makarrão -
Muito importante. Porque os Punks que ainda resistiam, estavam cada um sem produzir nada, e a partir daí teve uma união entre os Punks do ABC e cidade que antes pareciam cão e gato. Começarão a surgir novas bandas que tão ai até hoje e isso só
fortaleceu, unidos somos muito mais fortes e capazes de realizar muitas coisas que não deixa o Punk morrer até hoje.
Edwiges - Para nós o SP punk foi um marco na década de 90, o movimento parece ter ganhado vida nova e a repercussão foi grande em cima desse Cd, nos ficamos muito honrados em poder participar desta compilação Histórica para o Punk Rock Tupiniquim.

3 – Qual a importância do festival “O fim do mundo”? Quais as maiores lembranças deste histórico festival?
Edwiges -
Nunca vi algo tão grandioso realizado pelos Punks para os Punks, muitas bandas que não tocavam mais voltaram à ativa, 60 bandas e oito dias de muito Punk Rock, exposição de materiais e vídeos, ali foi contada a história do que aconteceu em 20 anos, mostrando a força do faça você mesmo todos somos capazes.

4 – Imagino que vocês devem achar um saco, ou melhor, uma TPM... Mas qual a ligação da banda com o ideal feminista? E o que acha de pessoas que se dizem feministas, mas na verdade são femistas?
Edwiges -
O que penso sobre isso é que não somos uma banda de uma causa só, somos punks, onde queremos a igualdade para todos, independente de raça, credo, opção sexual ou nível social, queremos que todos possam viver bem, mas, porém, nossas riquezas são mal divididas, algum tem tanto que podem viver 500 anos e não conseguiram gastar tudo, enquanto outros nem sabe se iram comer no dia seguinte, isso é o que mais nós incomodamos.
Makarrão - Feminismo não é uma idéia errada, esta muito certa, mas já faz parte do ideal punk, algumas bandas se engajam e são muito radicais e acabam indo contra a liberdade dos outros e descriminando, não somos sectaristas e temos que conviver com pessoas certas, sejam homens ou mulheres.

5 – Quais os materiais que vocês têm lançado oficialmente? E o que esperam da gravação que esta programada para esta semana?
Edwiges -
Pois é, temos pouca coisa pra tanto tempo de banda, tivemos muita dificuldade em manter uma formação sólida e a falta de grana também ajudou, temos dois na coletânea SP punk e cinco no Pragas do Arrabaldes, estamos terminando a gravação do 1º Cd nesta semana e até Março de 2010, deve ter lançado.

6 – Edwiges, sua comida predileta é Macarrão?
Edwiges -
Kakakakaka ah, eu adoro todos os Makarrões, seja eles com “k” ou alho e óleo Bololhessa, kkkkk

7 – Galera é uma grande satisfação ser companheiro de cena com vocês. Obrigado pela atenção, vocês são foda! Para terminar deixe um recado para os leitores da sub punk.
Edwiges -
A todos, que nunca abaixe a cabeça, sigam em frente com o propósito de liberdade, igualdade, sempre contestando o errado e caminhando pelo certo, e sempre faça você mesmo!

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

2° Edição Anarquistas - Errico Malatesta


O influênciado mais notavel de Bakunin sem duvida foi Malatesta, atravez de sua biografia, conquistas e obras continuaremos essa viagem pela história da Anarquia "Nossa historia".



Errico Malatesta (Santa Maria Capua Vetere, 14 de dezembro de 1853 — Roma, 22 de julho de 1932) foi um teórico e ativista anarquista italiano.


Nasceu em 1853 em uma família abastada do sul da Itália. De fato, os Malatesta dominaram a província de Rimini e, no período de maior expansão, os castelli do norte de San Marino, a província de Pesaro, parte de Ancona, Forlì e Ravenna, entre 1295 e 1528.

Desde muito jovem, Errico adere aos ideais republicanos de Giuseppe Mazzini. Aos catorze anos de idade, protesta contra uma injustiça local, enviando uma carta ao rei Vítor Emanuel II, considerada por Luigi Fabbri como “insolente e ameaçadora”. As autoridades levaram o fato a sério e ordenaram a sua prisão, em 25 de março de 1868. Seu pai conseguiu libertá-lo recorrendo a amigos. Dois anos mais tarde foi novamente preso em Nápoles, por liderar uma manifestação, sendo suspenso por um ano da Universidade de Nápoles, onde estudava medicina.

Em 1871, após a Comuna de Paris abandona as idéias republicanas e adere ao anarquismo, ingressando na Associação Internacional dos Trabalhadores, AIT (Primeira Internacional) . Nessa época, entusiasmado com a atividade revolucionária, escreveria sobre a Internacional:

Todos entregavam para a propaganda tudo o que podiam, e também o que não podiam, pois quando o dinheiro escasseava, vendiam tranqüilamente os objetos de suas casas, aceitando com resignação as censuras das respectivas famílias. Pela propaganda esquecíamos o trabalho e os estudos! Enfim, a Revolução estava a ponto de eclodir a qualquer momento e consertaria tudo. Alguns acabavam com freqüência na cadeia, todavia, saíam dali com mais energias do que antes: as perseguições não tinham outro efeito senão consolidar nosso entusiasmo. É verdade que as perseguições daquele momento eram fracas comparadas com as que viriam mais tarde. Naquela época, o regime havia saído de uma série de revoluções e as autoridades, rígidas desde o início com os trabalhadores, em particular no campo, mostravam certo respeito pela liberdade na luta política, uma espécie de indisposição parecida com a dos governantes austríacos e a dos Bourbons, que, todavia, se desfez tão rápido quanto se consolidou o regime, e a luta pela independência nacional foi relegada a um segundo plano.

Nessa época, Malatesta se dedica de corpo e alma à Federação Italiana e colabora com Carlo Cafiero em L’Ordine e La Campana de Nápoles, abandonando seus estudos para dedicar os próximos sessenta anos de sua vida à agitação anarquista. Ao longo desse período passou várias vezes pela prisão e lutou não só na Itália como em outros países distantes e tão diferentes entre si quanto a Turquia e a Argentina. Participou também de insurreições na Bélgica, Espanha e Itália.

Em 1872, no Congresso de Saint-Imier, no cantão de Berna, conheceu Bakunin, de quem iria sofrer profunda influência:

... e assim fui para a Suíça com Cafiero. Encontrava-me enfermo, cuspia sangue e tinha em mente a idéia de que estava tuberculoso... Enquanto atravessava à noite o Gotardo (naquela época ainda não havia o túnel, sendo necessário atravessar a montanha coberta de neve em diligência) resfriei-me e cheguei à casa de Zurique, onde vivia Bakunin, tiritando de febre. Depois das primeiras saudações, Bakunin me preparou uma cama e me convidou – ou melhor, me forçou – a deitar-me, cobriu-me com todos os cobertores que pôde encontrar e insistiu para que eu descansasse e dormisse. Tudo isso com um cuidado e uma ternura maternal que me chegaram diretos ao coração. Quando me encontrava envolto nos cobertores e todos pensavam que eu dormia, ouvi Bakunin dizer coisas admiráveis sobre mim e comentava melancolicamente:“É uma pena que tenha ficado tão enfermo, em breve o perderemos; não lhe restam sequer seis meses!”

Entre as influências que determinaram o desenvolvimento de Malatesta, a de Bakunin foi a mais importante. Malatesta se refere a ele como o grande revolucionário, aquele a quem todos nós vemos como nosso pai espiritual. Sua maior qualidade era a capacidade de comunicar fé, desejo de ação e sacrifício a todos aqueles que tinham a oportunidade de encontrá-lo. Costumava dizer que era preciso ter o diabo no corpo, e sem dúvida o tinha em seu corpo e sua mente.

No ano de 1873 eclodem os movimentos insurrecionais preparados por Bakunin e Cafiero. A polícia, advertida, faz fracassar esses movimentos. Malatesta se encontra em Puglia, foge numa carroça de feno, mas é reconhecido, preso e novamente encarcerado na prisão de Trani. No processo, em 1875, a propaganda pela Internacional não cessa e ele é absolvido. Junta-se então a Bakunin e Cafiero na Suíça. Nesse mesmo ano, apesar dos conselhos de Bakunin, parte para a Hungria a fim de participar da insurreição da Herzegovina contra os turcos. É preso e entregue à polícia italiana.

Juntamente com Carlo Cafiero e outros militantes prepara uma insurreição em Letino, província de Caserta, em 1877, que se tornou legendário na luta social italiana. Ele e seus companheiros distribuiram armas para à população e queimaram arquivos públicos, proclamando o socialismo libertário. Malatesta e Cafiero, ainda que sabendo como fugir permaneceram no local e foram presos. A aventura durou doze dias, um policial foi morto, um outro foi ferido. No processo, todos declararam ter disparado contra os policiais, mas o júri os absolveu.

Malatesta volta a Nápoles em 1878 e é constantemente vigiado pela polícia. Gasta sua herança em propaganda. Parte por um tempo para o Egito. Lá, o cônsul italiano o expulsa para Beirute; o de Beirute o envia para Esmirna. A bordo de um navio francês, torna-se amigo do capitão, que o conserva no navio até a Itália. Em Livorno, a polícia quer prendê-lo, mas o capitão se recusa a entregá-lo. Finalmente, Malatesta desce para Marselha e dali vai para Genebra onde ajuda Kropotkin a publicar Le Revolté. Expulso, dirige-se à Romênia, em seguida, à França, em 1879. De novo expulso, vai para a Bélgica, depois para Londres. Fixa-se, enfim, em Londres, onde trabalha como vendedor de sorvetes e bombons, antes de abrir uma nova oficina mecânica.

No Congresso Anarquista de Londres de 1881 defendeu a criação de uma Internacional Anarquista.

Em 1885 exilou-se na Argentina, onde colaborou com os primeiros núcleos anarquistas, desenvolvendo uma ativa propaganda do Anarquismo, publicando o jornal Questione Sociale.

Regressou à Europa em 1889, desta vez indo para França. Mas logo teve de se exilar na Inglaterra.

Em 1913, vai à Itália, encontra-se com Mussolini, diretor do Avanti, importante jornal operário. Ao longo do ano de 1914 dedica-se a acalmar as querelas pessoais entre os anarquistas. Entra em contato com as outras organizações revolucionárias, faz conferências e encoraja os sindicalistas ).

Em Ancona, durante manifestações antimilitaristas das quais Malatesta participava, a polícia dispara e o povo se apodera da cidade. Os sindicatos decretam greve geral. É a “semana vermelha”. Porém, o exército intervém. Mussolini apóia o movimento em palavra, mas nada faz. Malatesta foge não sem declarar: Continuaremos a preparar a revolução libertadora que deverá assegurar a todos a justiça, a liberdade e o bem-estar.

Ainda em 1914, durante a Primeira Guerra Mundial, proclama o Internacionalismo e manifesta-se contra aqueles que defendiam a causa aliada, inclusive seu amigo Kropotkin.

Em 1920, já na Itália, inicia negociações com os socialistas para fazer a revolução. A polícia tenta provocar desordens e assassiná-lo. Apesar dos obstáculos legais, seu jornal Umanità Nova tem uma tiragem inicial de 50.000 exemplares. Malatesta impulsiona a União Sindicalista Italiana (U.S.I.), de influência anarquista. No mesmo ano, em Ancona, eclode uma insurreição e as fábricas são ocupadas. Mas o movimento é traído pelos os social-democratas da C.G.T., que devolvem as fábricas.

Após um encontro anarquista em Bolonha, no qual Malatesta toma a palavra, eclodem incidentes, há vítimas e feridos do lado dos operários e da polícia. Malatesta e a equipe do Umanità Nova são presos. Os protestos se multiplicam, ocorrem atentados fascistas. O fascismo, financiado pela burguesia e ajudado pelo governo, avança. Em contrapartida, Malatesta favorece a formação dos grupos armados.

Em julho de 1922, a greve geral é proclamada pela Aliança do Trabalho - união de diversos sindicatos estimulados por Malatesta. Mas os fascistas dizima pela força. Em seguida, em outubro, acontece a “marcha sobre Roma” e, na praça Cavour, os fascistas queimam um retrato de Malatesta. Umanitá Nova é proibido. Malatesta, aos sessenta e nove anos, retoma sua profissão de eletricista. A polícia o vigia em todos os seus movimentos.

Em 1924, surge a revista Pensiero e Volontà. O fascismo, no seu início, permite a liberdade de imprensa, mas a censura se faz cada vez mais severa até a proibição da revista em 1926. A oficina de Malatesta é destruída pelos fascistas e ele é obrigado a sobreviver com a ajuda dos camaradas, assim como de sua companheira, Elena Mulli e a filha desta última, Gemma.

Malatesta passou os últimos anos de sua vida na Itália e, durante o regime fascista, correspondeu-se com Makhno e criticou duramente a Plataforma Organizacional dos Comunistas Libertários. Foi mantido em prisão domiciliar, morrendo em 22 de julho de 1932. Tal era o medo que inspirava às autoridades da época que, ao morrer, seu corpo foi jogado em uma vala anônima, para impedir que seu túmulo se transforma-se em um símbolo e ponto de partida para as agitações dos dissidentes.

to be continued... ^^

Zines 2° Sarjeta

Esses são Craaassico... Muito louco.



terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Zines Excomungados e Sarjeta. 1° Porra!! da letra dos Excomungados

Restaurei alguns zines que robei do album do Fábião e vou postalos ^^ 1°

ZinEX Porra








logo logo tem + xD

OK Doutor,Texto muito bom do poeta das ruas,escritor, maluco e grande amigo Maurício Marques

OK Doutor, o Senhor venceu... Mas, a Utopia se Realizará, sim.

Ok Doutor, você venceu. A utopia não se realizará.

Dou-me por vencido...Que força teria qualquer argumento meu diante da prova cabal e fulminante que vossa senhoria me apresenta, o dicionário aberto na página onde a palavra utopia encontra-se grafada. Utopia, projeto irrealizável, fantasia, quimera, etc.


Sim, doutor, eu estava enganado quando afirmei acreditar na realização da Utopia.

Como fui tolo e incoerente em acreditar que algo intangível e inatingível possa ser alcançado.

Parabéns, doutor! Como um advogado, o senhor abriu o dicionário, como se este fosse a carta magna e brilhantemente impetrou um mandado de segurança contra a instauração da Utopia.

Provando que morfologicamente a etimologia contraria a dialética, conferindo à Utopia um caráter totalmente inconstitucional.


Eu até pensei que poderia convencê-lo ao citar Aldous Huxley em seu comentário sobre o Admirável Mundo Novo, quando ele diz que “O medo da humanidade é que as Utopias se realizam”.

É claro que se Aldous conversasse com vossa senhoria, teria que rever o seu conceito e até mesmo que se retratar por ter dado à palavra utopia um sentido representativo da soma dos anseios e aspirações individuais. A ampliação para o coletivo dos ideais mais românticos e menos egoístas.

A vontade e motivação maior da alma humana, resplandecida e verbalizada em um som, inaudível àqueles que insistem em tapar os ouvidos, mas, ecoando num canto de chamamento, convidando à felicidade todos os povos, reunindo-os em uma única nação; Onde tremula desfraldada no horizonte a bandeira da paz e do amor maior; epa, desculpe-me, doutor, mas acho que agora viajei um pouquinho além,...Mas, buscando expressar-me de uma maneira mais racional, conforme vossa senhoria deve preferir; aquilo que Carl Jung denominou como “Inconsciente Coletivo”.

Ok, doutor, o senhor venceu, a Utopia não se realizará, porque, se ousar contrariar a gramática, será condenada a desaparecer das mentes e espíritos ao desintegrar, fragmentando-se e incorporando-se ao mundo que chamamos realidade. Assim como os nossos sonhos que deixam de ser sonhos quando se realizam; aquilo que um dia foi considerado utópico, como as viagens espaciais, a comunicação à distância, o computador, a clonagem, enfim, isso e muito mais, hoje em dia não passam de simples questões tecnológicas. Nem ao menos realismo fantástico pode ser considerado.

Pois é, doutor, mas o senhor jamais se deixaria convencer por balelas, quimeras sofismáticas, não é mesmo, doutor?

Ok, doutor, mas, por favor, permita-me ao menos em consideração à bravura com a qual debati defendendo a utopia (que não existe), continuar vibrando e conspirando favoravelmente pela realização dos ideais mais altruístas dos homens, pelo menos os de boa vontade.

O desejo de um mundo novo alicerçado nos mais nobres valores de justiça e liberdade. Um mundo onde a exploração do homem pelo homem não ocorra, simplesmente por este ser um comportamento desumano.

Onde todos, sem distinção, são iguais em direitos e oportunidades e o valor individual avaliado apenas pela maior ou menor capacidade para servir (independente da conta bancária). Um lugar onde as leis pudessem ser traduzidas em simples recomendações, como: O respeito à natureza e tudo que exista nela em especial o respeito próprio e ao semelhante. Um lugar onde as competições tenham como único objetivo á auto-superação física, mental, artística, cultural e produtiva.

Uma terra onde todos os seus pomares, suas roças, seus mananciais e riquezas sejam comuns a todos.

Bem, doutor, ainda me resta o consolo da promessa da terra prometida habitada por seres verdadeiramente humanos.

É, doutor, o senhor pode até dizer que sou um sonhador, mas vai se preparando..., Porque como disse John Lennon, eu já não sou o único...

Ok, doutor, mas pensando melhor, vá à merda com seus falsos valores e com a sua falsa descrença no potencial humano de se autogovernar.

Vá à merda com aquela sua falsa idéia de que o homem só funciona sendo submetido, e que alguns nasceram para serem senhores, enquanto a maioria quase absoluta nasceu para ser escravo...

Caro doutor. é perfeitamente compreensível a sua postura. Vossa Senhoria defende os seus falsos valores, numa tentativa inútil de neles acreditar. E assim justificar sua condição de homem rico, sem nenhuma contrapartida produtiva. Em um país, onde aqueles que têm trabalho; trabalham tanto por tão pouco, imagino o sentimento de culpa que carregam aqueles que possuem tanto sem nada produzir, culpa esta, a responsável pelas neuroses dos teomânicos burgueses.

Ainda mais no seu caso, que o dinheiro foi herança do pai, um político, que fez em sua vida pública o que todos nós fazemos melhor na privada, e cujos vencimentos recebidos, nem de longe justificaria a fortuna que acumulou e lhe deixou, deixando também o legado de sua má índole e neuroses egocêntricas.

Assim sendo, doutor, os sonhos de justiça dos oprimidos e vítimas da exploração, são também, os pesadelos dos opressores e exploradores que sempre encontrarão dispositivos legais ou não, valendo-se até mesmo do dicionário, se for preciso, para impedir a Utopia.

Doutor, pra você, melhor nem pensar que o equilíbrio individual implica equilíbrio coletivo e que o equilíbrio coletivo é reflexo do equilíbrio individual, porque isso implicaria responsabilidades, não é mesmo doutor?

Ok, você venceu, mas a Utopia se realizará, sim! E se o senhor seu avô fosse estéril ou simplesmente tivesse sido castrado antes de procriar, com toda a certeza, ela estaria um pouco mais próxima!



Mauricio Carvalho Marques em "Barco de Ilusões".

www.poetamauriciomarques.com


Maurício Marques, autor do Romance

"O Leão Sol e a Abelha Lua de Mel".