segunda-feira, 3 de maio de 2010

Entrevista com Lambão do Deserdados


1) Como foi formada a banda Deserdados? Conte-nos a história de como veio o nome.

Em 1994 no Jardim Iguatemi, zona leste de São Paulo, eu (guitarra) conheci o Danone (baixo) e o Jamaica (bateria). Na época, os dois tocavam na banda Taquicardia. Ficamos amigos e resolvemos montar outra banda, com uma pegada um pouco diferente da que eles tocavam. Então convidamos o Alemão (vocal), que também era nosso amigo lá da área e, no começo de 1995, montamos os DEZERDADOS (com ‘z’ mesmo). O nome foi o Danone quem sugeriu. Era de um projeto de banda que ele tinha em 1992, mas que não tinha colocado em prática. Achamos o nome muito a ver com a proposta que tínhamos e ainda temos. É muito forte, muito punk. Depois mudamos para DESERDADOS com ‘s’, nem lembro por que. O nome aparenta ter uma carga bem negativa, mas na verdade não o encaramos assim. Interpretamos como se fôssemos rejeitados, repelidos pelo sistema, por não se enquadrar nele. E não nos enquadramos com orgulho. Procuramos andar à margem dele. Por isso encaramos o nome como positivo, e é esse um dos motivos pelo qual costumamos usar a estrela junto ao nome da banda.

2) Quais os materiais lançados, inclusive as demos?

Lançamos as demos Grito de Revolta (1995) e Deserdados (1997), participamos de diversas coletâneas, e lançamos os discos Revolução, Agora! (2000) pela Kaskadura Records, e o Mau Exemplo?... (2002) pela Teenager in a Box Records. No momento estamos trampando as músicas novas para outro disco.

3) Qual importância da coletânea SP Punk? Tanto pra banda, quanto para o movimento nos anos 90.

Participamos do SP Punk Volume 1 quando tínhamos apenas um ano de banda. Hoje em dia parece nada de extraordinário, mas na época, uma banda nas nossas condições sair em um CD (que era algo relativamente novo), foi muito foda. O pessoal começou a colar mais nos nossos shows, ficamos empolgados e evoluímos. Sem falar que saíram resenhas em revistas de rock, com ótimos comentários sobre o CD e sobre nós. Para o movimento como um todo, o efeito também foi muito positivo. No começo daquela década as coisas estavam meio mornas e esse CD deu um grande gás à cena. Começaram a aparecer muitas bandas novas e também bandas da antiga, que estavam paradas, voltaram a ativa. A coisa cresceu no meio dos anos 90, não só na música punk, mas na arte punk como um todo. Vivíamos o fenômeno da globalização com mais intensidade e na busca das respostas para tudo aquilo, houve uma conscientização política e muita informação foi sendo trocada com mais velocidade. Nessa época o punk também começou a interagir e absorver coisas legais de outros movimentos. Foi época também de grande adesão de meninas na cena (fruto da queda das brigas entre facções). E esta coletânea teve um grande papel. Fez parte da trilha sonora de tudo isso.

4) Qual importância dos festivais A um Passo do Fim do Mundo e o Fim do Mundo? O quanto você acha que festivais com estas estruturas fazem para o movimento hoje em dia?

Esses dois festivais podem ser considerados como o ápice do que eu estava falando. A coisa virou o século bombando. Foram dias inesquecíveis. Grande idéia de Ariel, Tina e companhia, de relacionar aquele momento, já nos anos 2000, com o Começo do Fim do mundo, que é do inicio dos 80. Fizeram uma trilogia legal e felizmente participamos dela. Festivais desse tipo só tendem a dar um gás à cena, integrar pessoas de lugares bem diferentes, e mostrar o valor e força do ‘faça você mesmo’.

5) O CD Revolução Agora foi relançado recentemente. Vocês acham que foi válido? Qual a aceitação do público?

Sim, foi muito válido porque existia uma grande procura. O público mais velho quando viu o CD de novo nas lojas teve um ‘revival’ (risos), e o mais novo teve a oportunidade de ter um material que estava fora de catálogo.

6) O espaço é seu. Deixe uma mensagem para nossos leitores.

Valeu Fabião pela entrevista. Estamos juntos! Ao leitor: Todos nós fazemos parte de uma cena que não tem fronteiras. Apóie a cena independente, e isso inclui a cena daqui do Brasil. Ainda temos um culto de achar que o que vem de fora é sempre melhor. Não é melhor e nem pior, e sim diferente, com suas particularidades. Eu costumo pensar que, para expandir, a pessoa precisa estar, primeiramente, bem com si própria, senão é muito difícil. Com o movimento acho a mesma coisa. Vá aos shows em sua cidade, compre o material das bandas, troquem idéias, escrevam zines, façam blogs, formem coletivos, organizem eventos, etc. Cada um pode contribuir de uma forma. Invente uma. A Maximum Rock and Roll, por exemplo, é o que é porque, antes de tudo, teve apoio local. Sem falar nas bandas de fora que tanto gostamos. Vamos pensar nisso e já programar o que vamos fazer no próximo fim de semana! Abraço! Vida longa ao Punk Rock!

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Três dias de som punk seguidos!



Chegando de viagem sexta feira dia 23/04/2.010, após show com minha banda Sarjeta no nordeste, fui ver o primeiro dia de festival punk Contracultura, ansioso pra rever amigos e pogar aos sons de bandas que mantém o movimento punk na ativa e a cada dia mais forte.


Do aeroporto fui direto pro metrô Conceição, logo que subi as escadas do metrô já dei de cara com os parceiros Fábio (Olho Seco) e com o Zé Galinha (Zé Galinha Co), fomos pro Noise Terror e de longe avistei o Fantasma (roadie dos Excomungados) e o Indião (Hino Mortal/Condutores de Cadáver), chegando ao Noise Terror encontramos Jão (Ratos de Porão), Marcos (Agrotóxico/Olho Seco), Orlando Saltine (ex Golpe de Estado e apresentador do programa Contracultura) entre tantos outros. Como o Lambão da banda Deserdados me falou, nunca vi tanto tiozinho!
O show do Deserdados, foi carregado de muita energia desde a primeira música 1.977, passando por clássicos da banda como Yo Quiero Ser Libre!, Rock De Combate e Não Quero Mais, entre outros sons que agitaram bastante toda a galera que fez com que o Noise Terror parecesse uma sauna. Pra fechar, a banda Ramona cover do Ramones, mandaram vários clássicos desta banda que mudou a história do rock mundial, agitei praticamente a apresentação toda, e não deixávamos a banda parar de tocar, foram várias as saideiras e com o piso muito molhado e latas de cerveja vazias por todos os lados, chegou a hora de ir descansar.
Fui dormir na casa dos meus amigos Demente (Phobia/Juventude Maldita/Final Fight), Fernanda (Final Fight/Dominatrix) e JC (Rattü Mortü). A idéia era de eu ensaiar com a Fernanda antes do som de Sábado, pois ela iria tocar bateria pra gente do Excomungados, mas logo de manhã, chegou o baterista da banda Fast Food da República Tcheca, e a gente foi trocar umas idéias com ele, e acabamos estendendo a conversa, quando voltamos a dormir o combinado era acordar as 14:00 hrs, mas nos atrasamos geral, e nem rolou o ensaio, tínhamos que improvisar, mas estamos acostumados, e a galera que acompanha a banda também esta, afinal somos a THE WORST BAND.
Carne Moída fez uma apresentação fantástica, conheço a banda desde o começo, e já vi várias apresentações deles, mas esta foi a que mais me chamou a atenção, o som está cada vez melhor e as performances também, a agitação tomou conta desde a já clássica deles Tropa de Choque, até o último som que foi Criança Sem Esperança, onde o Vocalista Eduardo colocou uma fralda, isto já vem se tornando uma Constancia nas apresentações da banda.

Depois chegou a hora do ensaio ao vivo com Excomungados, tinha tanta gente agitando e cantando junto ao microfone, que tinha hora que era impossível tocar e chegar perto do microfone, abrimos com Hospícios, na quarta música chamamos o Barata do DZK pra cantar a Pedido a Nathan, na seqüência Orlando Saltine cantou Stroessner e a bagunça geral continuou até a clássica Vida de Operário que o Barata cantou novamente, fora que um dia histórico, pois a Fernanda tocou bateria pra gente, na última música repetimos Hospícios e o Spaguetti ex Ratos de Porão cantou com a gente. Depois ficaram vários punks cantando clássicos punks madrugada a fora, uma festa pra nunca ser esquecida!!!
O Xines, o Parafuso e eu dos Excomungados mais o Spaguetti ex baterista do Ratos de Porão acabamos dormindo no próprio Noise Terror, quando deu 12:00 hr de Domingo lá fomos nós para mais uma jornada de punk rock, desta vez no Jd. Primavera, comemos muito churrasco, na festa organizada pelo meu parceiro Rude, vocalista da banda Filhos da Desordem. A primeira banda a tocar foi o Terceiro Mundo, mandou um som responsa, com músicas próprias e alguns covers, na sequência a banda Lokaut dos meus amigos Babão e Nicolas, mandaram um som responsa, e ainda Commando dos Ramones, foram brilhantes, com a banda Filhos da Desordem a coisa ficou realmente uma verdadeira festa punk, mandando os clássicos da banda como Lutar ou Morrer e Crianças Perdidas e covers de Dead Kennedys, Angelic Upstarts, Adicts, Cockney Rejects entre outras, o público veio abaixo, foi uma puta apresentação dedicada especialmente aos integrantes das bandas oitentistas Lixomania e Vírus 27 que estavam presentes no evento. Pra terminar Excomungados fez uma ótima apresentação relembrando alguns clássicos do punk nacional. Quero agradecer a galera Sub Punk, ao Orlando Saltine, Demente, Fernanda Terra, Rude e todos que participaram deste final de semana histórico pra mim e muitas outras pessoas. Abraços e até o próximo final de semana.

terça-feira, 13 de abril de 2010

Fabio Sarjeta entrevista Barata DZK


1 (Fabio) É um enorme prazer entrevistar meu parceiro Barata, pra começar, quero que diga o por quê da mudança de nome que ocorreu ainda na década de 80, de Decadência Social para Desequilíbrio Social / DZK.
- (Barata) Bom na década de 80, a banda se apresentou no começo do fim do mundo como Decadência Social, depois desse festival o Decadência acabou ficando só o Makarrão, que queria continuar com o nome mas não deixaram, aí ele colocou Dizikilibriu Social (DZK)

2) Quero que fale sobre a idéia do nome do CD Fui Punk, a sonoridade continuou fiel ao trabalho que sempre fizeram, é um dos trabalhos que mais gostei da banda.
- A idéia do fui punk, foi colocarmos esse nome para despertar as pessoas á contestarem o porque de ser punk, e ficarem se perguntando pô fui punk? Por quê os caras não são mais? Ai voce ouve o cd e chega á conclusão que fui punk minha vida inteira.

3) Como surgiu a idéia do mais que justo tributo ao DZK? E qual foi a receptividade que sentiram com este trabalho?
- A idéia surgiu da cobain, cooperativa de bandas, e a banda 88 Não, esse tributo era para ter saído em 2.003, mas por falta de grana ficou na geladeira saindo só em 2008 pela corsaro disco (xines - Excomungados), para nós da banda ficamos honrados por ver esse tributo ainda em vida.

4) Quais os trabalhos realizados pelos integrantes da banda em prol do punk rock?
- Pois é amigo eu faço rádio já tem algum tempo em prol do punk rock mantendo viva á cena punk, mostrando as bandas nacionais que existem dentro da cena, fiz o rota 77 por cinco anos, depois começei outro chamado combat rock, essa é á forma que eu encontrei de contribuir de certa foma com á cena punk.

5) DZK é uma banda que fez várias apresentações em outros estados. Cite as cidades e o que de melhor rola nestes fests?
- Rio, Paraná, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Brasília, enfim todos os lugares que tocamos, o que melhor rolou foi a amizade que
conquistamos ao longo desses anos todos dedicados ao punk.


6) Quais lembranças que têm de grandes festivais como O começo do Fim do Mundo, A um passo do Fim do Mundo, O fim do Mundo e SP Punk? Você assim como eu sente falta de grandes festivais como estes?
- Meu estes festivais teriam que ser anuais, mas sei que não é fácil manter isso, dá muito trabalho, não tem patrocínio ai acaba não se firmando, é uma pena... as boas lembraças é encontrar velhos amigos de longas datas, e tocar com todo mundo numa boa.

7) Muito obrigado pela ilustre participação Barata, deixe um recado para os leitores da Sub Punk. Grande abraço.
- Bom Sarjeta em primeiro lugar eu é que te agradeço pela oportunidade meu amigo. Meu recado é nunca deixem o punk morrer... tem punk ai... tem punk ai......... abraço libertários.

segunda-feira, 15 de março de 2010



Dia 27/03 em feira de Santana / Bahia

Sarjeta – São Paulo
Violencia Suburbana – Feira de Santana
Outubro - Fortaleza
Os indesejáveis – Feira de Santana
Consciencia Popular – Feira de Santana
OCK – Feira de Santana

ENTRADA: R$ 5,00 + 1Kg DE ALIMENTO(obrigatório)
LOCAL: CSU (Centro Social Urbano) - Bairro Cidade Nova - Feira de Santana-Ba - Proximo ao Transbordo da C.N.
DATA: 27/03/2010



MÍDIA FEITA PARA TE MANIPULAR.

Digamos que a TV é o melhor exemplo de colocar-se neste assunto. O da manipulação, ela que além de mostrar só o que a sociedade quer ver, esconde o que realmente deveria ser visto uma, realidade nua e crua sem maquiagem e nem finais felizes da mídia. Estamos cansados de tantas mentiras, acho que temos o direito de sabermos um pouco da nossa realidade, ou desliga-se a sua TV e abra os olhos, para quem sabe assim tudo possa ser visto melhor... É preciso ver!
Ao ligarmos a TV temos: desenhos, novelas, jornais e milhares de propagandas, que aproveitam o chamado “horário nobre”, para despejar em cima do público os seus produtos de péssima qualidade induzindo assim a sociedade comprar e gastar mais e mais.
Opções que podem simplesmente tirar você de frente da TV:
• DESENHO: com um lápis e uma folha seu filho pode criar seus próprios desenhos em seu mundo não tocado que só ele consegue estar ali.
• NOVELAS: nada melhor que ver o que se passa em sua família; problemas que só quem mora com você podem resolver, sem muitas mentiras ficções.
• JORNAL: seu vizinho pode dizer o que se passou na rua de baixo e um parente seu pode dizer como estão às coisas por lá e o clima. Além é claro de você junto com outros moradores criarem o próprio jornal, onde terá noticias que realmente importa, com denuncias contra o descaso do estado (como exemplo).
• PROPAGANDAS: é melhor comprar o que pode na suas condições do que querer comprar marcas...E sempre pensar se realmente aquele produto e importante e necessário para você.
Você ai que leu esse informativo libertário não se sinta manipulado aqui esta apenas uma referencia da realidade que é:
VOCÊ QUE NÃO TIRA OS OLHOS DA TV, NÃO CONSEGUE VER.

O QUE PODEMOS FAZER?

Exatamente como vemos com nossos próprios olhos a realidade em que vivemos, hoje a triste e vergonhosa vida, cheia de desigualdade, desrespeito, repressão e muitas injustiças ou coisas piores de deixa qualquer ser humano em um estado critico de acreditar o que se passa diante de seus olhos.
De braços cruzados nunca conseguiremos o que realmente queremos para todos nos, sabemos que tem alguém capaz de fazer tudo isso mudar, mais a incapacidade é tamanha que eles só ‘’lembram’’ da população em época de eleição, mentir é o forte deles prometem durante toda a campanha no final de tudo não cumprem absolutamente nada que eles próprios impuseram para a sociedade. Termina milhões de pessoas pelas ruas sem ter o que comer, o desemprego aumenta e a tendência desse quadro é só piorar cada dia mais.
A união faz a força isso já se sabe de co e salteado, com ajuda de todos podemos construir um mundo melhor que todos possamos viver dignamente sem diferenças sociais. Antes de tudo devemos saber uma única coisa que o mundo gira em volta daqueles que acreditam em se mesmo, e não naqueles que desistem e nem o mundo pode mudar, quem dirá a se mesmo.
Busque sempre melhorias não se cale é direito meu e seu lutar por algo melhor, sempre pensando no próximo.

Mecha-se porque o mundo não para!
TUDO SE DA UM JEITO MENOS PARA A MORTE!
ENTÃO MECHA-SE.


Nossa sociedade atual já se acostumou com tantos acontecimentos. O que era anormal se tornou fácil de acreditar... Com tanta informação seja ela verdadeira ou falsa está ai nos cercando em nosso cotidiano.
Não da pra entender como que você passa por tanto sofrimento em geral seja ele economicamente ou fisicamente, uma rotina que não tem fim... O que eu quero é impossível para aquele que não sabem o que é lutar e reivindicar seus direitos queria apenas começar pelos ricos os traria ao meu nível, porque não gostaria de subir ao nível deles sendo que a indiferença é muito grande. Faça sua diferença onde você esteja, saiba dizer não também, impor sua idéia é um primeiro passo para alcançar o que deseja.
Trabalha uma carga horária ate mesmo difícil de acreditar ao menos saber pra quem vai o seu suor seu cansaço e se tudo isso vale mesmo a pena!
-A VIDA NÃO ACABOU E VOCÊ É A PROVA VIVA QUE ELA PODE SIM SER MUDADA, MAS PRA MELHOR! PORQUE PRA PIOR NÃO TEM MAIS COMO...

Coloca uma coisa na sua cabeça quem pode mudar tudo isso sou eu e você tornando assim um todo... Se quiser ver mudança comece a mudar a se mesmo!!!

REVOLTE-SE

Texto feito por (A)lan

sexta-feira, 5 de março de 2010

Fábio sarjeta entrevista Abutre do Violência Suburbana


1)Quando e como surgiu a banda? Qual a mensagem e maiores influências da banda?

No início de 2.010, estávamos tomando uma breja num bar Rock N´Roll que costuma ser nosso canto, "BOTECO UMBURANA", enquanto reclamávamos por falta de eventos, decidimos além de montar uma banda, promover vários eventos, dando oportunidades a outras bandas iniciantes. Passamos a imagem do que é a vida nos subúrbios, a vida do operário, do trabalhador, mostramos qual a verdadeira realidade das coisas, expomos o que a mídia esconde, a corrupção, os massacres, o abuso policial, a fome, entre muitos outros temas.
Bom eu particularmente, tenho como grande influência uma banda que até hoje tem o mesmo espírito e se mantém viva, The Exploited, gosto muito do som deles e da maneira com que eles passam suas mensagens, totalmente simples e direto, gosto muito disso, The Danmed, Casualties, Clash, também são influencias, sem deixar de citar os Garotos Podres, fazemos muitos covers deles, gostamos muito. O Vitor (batera) tem outras grandes influências como The Opressed, The 4skins, The Skatalities, Bad Manners, entre outros, nosso homem das 4 cordas Agamenon tem como única e enorme influência uma banda que já tem longos anos de estrada e que continuam fabulosos com suas canções empolgantes, os Adicts.


2)Vocês têm organizado muitas gigs, zines e blogs. Está tendo bastante gente apoiando e incentivando estas atitudes que sintetizam um dos pontos fortes do nosso movimento que é o “faça você mesmo”?

Como disse, esse foi nosso primeiro sonho antes de formar a banda, e estamos obtendo um bom reconhecimento sim, bandas locais já começam a apoiar nosso trabalho, e querem tocar conosco.

3)O movimento Oi talvez seja o mais polêmico, devido à falta de informação. O que acha de pessoas de direita que usam de forma deturpada este termo que originalmente simboliza a união entre punks e skins?

Bom, o som Oi! É sim o mais polêmico devido a este fato, o que tenho a dizer a respeito, é que essas pessoas que deturpam totalmente a imagem do Oi! Usando-o como rótulo para esconder o facismo por trás dele não sabem nem o que é ser um Punk ou Skinhead, maioria são ganguistas obcecados por violência, outras vezes são filhinhos de papai revoltadinhos, que pregam amor pela nação e pelo sul, dizendo ele ser único e superior tentando impedir a entrada de estrangeiros e até de brasileiros de determinadas regiões do brasil, o Nordeste que o diga. Resumindo eles deveriam se afastar do Oi! E se assumirem facistas/integralistas, já que se dizem ser tão homens.

4)No Nordeste praticamente não existem Carecas e White Power, como é a convivência entre punks e skins por aí?

Bom aqui na Bahia existe sim alienados metidos a sulistas, dizem ser carecas do brasil, alguns do subúrbio, e alguns nazistas negros, em todos os lugares existe a alienação, porém com consciência e união estamos mostrando a verdadeira face do Oi! A verdadeira essência, unindo Punks & Skins, dando rolé juntos, organizando Gigs, colando nos sons, nos reunindo, conscientizando cada pessoa que tenha interesse em conhecer a verdadeira historia, e com isso temos ganhado muito respeito por aqui já não ouvimos nos chamarem de nazistas, como acontecia antigamente, o pessoal do metal acreditava que todo skin era nazi e todo punk que eles acompanhassem, eram nazistas com moicano, enfim mudamos totalmente a visão de todos, vivemos bem, unidos e fortes.

5)Obrigado pela atenção, parabéns pelas iniciativas. O espaço é de vocês.

Antigamente tínhamos que sair espertos em cada esquina que passávamos, hoje alguns temem a nossa união, outros respeitam e alguns apóiam, resumindo não temos nenhum tipo de problemas, temos o respeito e o reconhecimento pelo que já fizemos.


Dia 27/03 em Feira de Santana / Bahia

Violencia Suburbana - FSA (Punk/Street Punk)
Sarjeta - SP (Punk/Ska)
Os indesejáveis - FSA (Punk/Oi!)
Antifacho - SSA (Oi!)
Consciencia Popular - FSA (HC)
No Off - FSA (HC Melódico)

16:00hrs - Entrada R$ 5,00


Dia 29/03 Sarjeta em Aracaju / Sergipe

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Entrevista com Fernanda Terra do Final Fight


1 - Como e quando surgiu a idéia de montar a banda Final Fight? E como é tocar com Chris Skepis (ex Cock Sparrer) e Demente?

Em 2004 Chris estava procurando 2 mulheres pra tocar com ele e com o Deca, o ex guitarrista, eu não conhecia eles ainda, mas conhecia a Bya a ex baixista que me chamou pra banda. Era praticamente outra banda e ainda chamava Gutter Cats, de uma hora pra outra a Bya e o Deca saíram da banda e o Demente cobriu um show que já estava marcado e ficou pra sempre, e já existia uma banda chamada Gutter Cats então mudamos o nome pra Final Fight, e tipo praticamente mudou total a cara da banda, pq antes a gente tocava mais cover de Cock SParrer e The Clash, tinha uma ou outra música própria, aí a gente começou a compor mais. Mas isso tudo foi fluindo acontecer assim, não planejamos nada, e desde então eu e o Chris não paramos mais de tocar juntos. O Chris é uma figura né? Independente de ter tocado na puta banda da Inglaterra lá, ele mesmo é uma figura, já viveu tanta coisa no rock, quem não conhece tem que conhecer. Hoje em dia alem de tudo somos super amigos. E eu curto tocar com o Demente, a gente faz um som desde quando a gente tava começando a ficar. A gente alugava o estúdio só pros 2 e ficava lá tocando. Mas aí na banda as coisas ficam mais serias já teve show que a gente tinha brigado e a gente entrou brigado no palco, moh ruim isso, mas talvez tivesse sido ruim tb se tivesse rolado a briga e soh ele fosse tocar ou só eu. Sei lá já me falaram que onde se ganha o pão não se come a carne, mas eu acho legal tocar com namorado, “erraria’ tudo de novo rs.

2 – Nos conte sobre as outras atividades que você exerce relacionadas à arte.

Eu trampo como Designer desde 98, desenho desde que me entendo por gente, pinto quadros faz alguns anos, toco batera desde 92, já fiz aula de piano quando eu era criança mas nem conta rs . Agora to dando aula de batera pra um aluno que já me pedia faz um tempo pra ter aula e tava total sem tempo, to gostando, e acho que já arrumei mais um aluno, já tinha dado aula há muito tempo atrás, agora voltei.

3 – Você ainda sente que há preconceito sobre minas tocando bateria? Quando começou, tinha muita gente dizendo pra você trocar de instrumento?
Tem até hoje, claro...Toda hora falam que eu tinha quer ser vocalista, você já ouviu minha voz? Acho que não né? Hahaha...Nenhuma vocação pra vocal meu, mas enfim... Hoje até sinto certo respeito, o foda é que antigamente os comentários pesavam mais pq meio que levava a me questionar sobre mim mesma, eu era super nova, aí ouvia: “po... tocar bateria com esse pulso fino? Vc nunca vai tocar legal’ Vc acaba ficando em dúvida, mas aí com o tempo vc vai aprendendo que tem técnica se vc souber usar, vc acaba tocando muito mais pesado que um homem bombadão. É que nem nas artes marciais, vc vê aqueles japinhas magrelinhos apavorando um monte de gente...É técnica!!!! Aí vc vai rompendo essas barreiras que eu acho que foram mais difíceis. Hoje em dia se eu ouço alguém falar alguma coisa preconceituosa nem ligo, dou até risada da ignorância, só me irrita quando a pessoa fala de alguma coisa, vai lá e faz pior, acho que vc só pode falar mal de alguma coisa se vc tem moral pra falar, se vc domina o assunto.

4 – Existe muita gente que diz que mulher não toca bem batera, acha que é somente um comentário machista? Conheço algumas que destroem (no bom sentido), cite algumas que você gosta.
Eu não to nem aí pra essas pessoas que falam esse tipo de coisa, ainda mais quando não tocam batera e tem uma opinião dessa. Eu acho que até hoje tem pouca mina que destrói na batera, mas pouco cara que destrói tb né? Proporcionalmente tem mais homens pq até hoje tem menos mulher que toca. É um instrumento que precisa de muita dedicação, é praticamente um esporte, se vc não treina vc perde a pegada.
Bateras que eu curto tocando: Liliam Carmona, Vera Figuedo, Cindy Blackman, Simone Sou, Pitchu, Samantha Maloney....


5 – Como foi tocar com o Dominatrix? E até que ponto acha válido ou maçante assuntos como feminismo e femismo?
Foi 1 mês pela Costa Oeste dos Estados Unidos, público dyke, feminista, foi bacana, experiência única.
Eu acho que toda mulher e todo homem que gosta de mulher deveriam ser feminista. O femismo até onde eu entendo, eu acho q não leva a nada, tão preconceituoso quanto machismo, mas eu entendo a visão, se eu fosse homosexual mulher, se só gostasse de mulher ia ser fácil ser femista, até mesmo pra se “vingar” de todo esse machismo que nós mulheres sofremos por todos esses anos, e assim tb como se eu fosse homosexual homem seria fácil ser machista, mas eu gosto de homens e mulheres não consigo separar gênero, então isso nunca me pegou, pra mim as diferenças são pessoais. Eu não to querendo dizer que os gays são machistas e femistas, conheço gay mais feminista que muita mulher, mas eu acho que é mais fácil ter essa atitude se a pessoa não gosta e/ou não respeita a pessoa do outro sexo.


6 – Lembro de você entregando panfleto de show do Food for Life na Vila Madalena, isso numa época que a banda estava digamos no auge, final da década de 90. Sempre te encontro nos shows underground, mesmo quando não vai tocar. Você acha que o underground ainda esta sendo prestigiado da maneira que merecia? O que acha que precisa acontecer para que a cena se fortaleça mais?
Po vc lembra? Anos 90 foi muito foda...Eu sempre fiz toda essa correria mesmo, só assim pra fazer o lance acontecer e nunca mais parei.
Eu acho que hoje em dia o pessoal tem que guardar dinheiro pra ir em shows gringos que estão super caros. Aí a chance de ele ver uma banda nacional vai ser nesse show aí e provavelmente a banda não vai ganhar nada pra abrir o show, mas a banda topa pq tem o retorno do publico que ouve pelo menos uma vez a banda, e já ouvi falar que até pagam pra abrir. Eu acho o cúmulo tudo isso. Adoro fazer show beneficente, show na rua de graça, mas acho q a partir do momento que o publico ta pagando pra entrar na casa vc tinha que ganhar uma porcentagem, e pagar é o fim ne?
Eu não sei o que acontece com a juventude de hoje, quando eu era mais nova (até hoje mesmo) sentia o maior prazer em sair, ver show, ver gente, ver zines (nossa, lembra quando TODO show tinha zines?) mandar carta pra divulgar as demos, ligar pra marcar show, curtia todo o lance underground, hoje em dia ninguém ta mais nem aí, não sei o que fazer pra cena se fortalecer mais não, eu acho que faço minha parte, conheço umas pessoas que faz tb mas não depende de 10, 11 pessoas, e sim de todo mundo. Agora se as pessoas preferem consumir empurrando com a barriga o que as grandes gravadoras escolhem pra elas eu não posso fazer nada.


7 – Obrigado Fernanda pela atenção, é um imenso prazer trocar essa idéia contigo. Parabéns por tudo que faz e fez pela nossa cena. Deixe uma mensagem para os leitores do Sub Punk.
É isso aí Fabio, valeu pela oportunidade da entrevista! Respeito, igualdade e liberdade sempre!
Pra quem for de Curitiba, dia 15 de Maio na Drum Shop vai rolar um workshop de mulheres na batera, eu e mais 4 minas tocando juntas e conversando um pouco sobre bateria, evento inédito...Acho que vai ser legal!

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

3° Edição Anarquistas Piotr Kropotkin


Pyotr Alexeyevich Kropotkin, em em russo: Пётр Алексе́евич Кропо́ткин, (Moscou, 21 de dezembro de 1842 — Dmitrov, 8 de fevereiro de 1921) foi dos principais pensadores políticos do anarquismo no fim do século XIX, geógrafo e escritor. Considerado também o fundador da vertente anarco-comunista.
Nascido membro da família real de Rurik, na idade adulta Kropotkin rejeitou este título de nobreza. Ainda adolescente foi obrigado a ingressar no exército imperial russo por ordem do próprio czar Nicolau I. Nesta mesma época passou a ter contato com a literatura progressista e revolucionária da época.
Interessado por Geografia, tornou-se explorador do círculo polar ártico percorrendo milhares de quilômetros a pé e registrando diferentes fenômenos relacionados a tundra e outras paisagens árticas. Em suas muitas viagens teve contato e passou a se solidarizar com os camponeses vivendo em condições miseráveis na Rússia e na Finlândia.
Este sentimento de solidariedade fez com que Kropotkin abandonasse a atividade de pesquisador. Com o dinheiro da herança recebida pela morte de seu pai viajou para o Leste Europeu tendo contato em diversos países ativistas e revolucionários, entre estes os associados de Bakunin e os seguidores de Marx. Em Genebra tornou-se membro da Primeira Internacional depois partiu em direção à Jura a convite de um anarquista que lhe relatara a força que o movimento adquirira naquela região. Estudou o programa revolucionário da Federação Anarquista de Jura, retornando à Rússia com a intenção de divulgá-lo entre ativistas libertários e populações marginalizadas. Na Rússia voltou a fazer pesquisas científicas, tomando parte em diferentes âmbitos do ativismo libertário.
Foi preso por diversas vezes por sua militância. Seus textos foram publicados por centenas de jornais ao redor do mundo. Foi o autor de livros hoje considerados clássicos do pensamento libertário, entre os mais importantes se destacam A Conquista do Pão (Хлеб и воля) e Memórias de um Revolucionário (Записки революционера) ambos publicados em 1892, Campos, Fábricas e Oficinas (Поля, фабрики и мастерские) de 1899, e Mutualismo: Um Fator de Evolução (Взаимопомощь как фактор эволюции) publicado em 1902. Em 1911 foi convidado para contribuir também para a Enciclopédia Britânica na escrita do verbete referente ao Anarquismo.
Seu funeral em fevereiro de 1921 constituiu o último grande encontro de anarquistas na Rússia, uma vez que este país, desde a revolução de 1917, estava sob o domínio dos bolcheviques marxistas que passaram a perseguir, exilar e aniquilar os ativistas libertários onde quer que fossem encontrados.

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Fábio Sarjeta entrevista Menstruação Anárquica


1 – Quando e como começou a banda? E a estréia de vocês, a história dos carecas e tal rsrsrsr.
Edwiges - A banda começou no fim de 92, eu e as meninas freqüentávamos os ensaios do DZK, e surgiu a vontade de tocar de produzir algo também, a gente era ruim pra cacete, cada uma tocava uma musica diferente ao mesmo tempo kkkkk. Daí Makarrão sem juízo nenhum fala “já marquei a estréia de vocês, vão tocar em Ferraz de Vasconcelos”, “vocês fazem assim, tocam as três musicas depois repetem” (a idéia) e a gente “ta bom, vamo ai”. Quando começamos a tocar não sei que raios da onde saíram, o som foi invadido pelos carecas, quando terminamos e conseguimos olhar pra galera que a gente tava tão nervosa que nem via ninguém, os Punks tinham sumidos tava só a gente e os caras do DZK e os carecas com taco de beisebol, corrente, até um cachorro na parada, da pra acreditar! E os caras falavam “Toca ai, vai parar só porque a gente chegou”. Nós “não, já acabou as musicas, só temos três” e os caras “Mentira é por causa da gente, a gente não vai zuar o som não” e nós “Ah não tem mais musica, acabou, a gente só sabe estas Tchau Tchau”. O pior é que era verdade, mas quem ia acreditar naquela situação né !!!!

2 – Qual a importância que você vê na coletânea Sp Punk para a banda e para a cena em geral dos anos 90?
Makarrão -
Muito importante. Porque os Punks que ainda resistiam, estavam cada um sem produzir nada, e a partir daí teve uma união entre os Punks do ABC e cidade que antes pareciam cão e gato. Começarão a surgir novas bandas que tão ai até hoje e isso só
fortaleceu, unidos somos muito mais fortes e capazes de realizar muitas coisas que não deixa o Punk morrer até hoje.
Edwiges - Para nós o SP punk foi um marco na década de 90, o movimento parece ter ganhado vida nova e a repercussão foi grande em cima desse Cd, nos ficamos muito honrados em poder participar desta compilação Histórica para o Punk Rock Tupiniquim.

3 – Qual a importância do festival “O fim do mundo”? Quais as maiores lembranças deste histórico festival?
Edwiges -
Nunca vi algo tão grandioso realizado pelos Punks para os Punks, muitas bandas que não tocavam mais voltaram à ativa, 60 bandas e oito dias de muito Punk Rock, exposição de materiais e vídeos, ali foi contada a história do que aconteceu em 20 anos, mostrando a força do faça você mesmo todos somos capazes.

4 – Imagino que vocês devem achar um saco, ou melhor, uma TPM... Mas qual a ligação da banda com o ideal feminista? E o que acha de pessoas que se dizem feministas, mas na verdade são femistas?
Edwiges -
O que penso sobre isso é que não somos uma banda de uma causa só, somos punks, onde queremos a igualdade para todos, independente de raça, credo, opção sexual ou nível social, queremos que todos possam viver bem, mas, porém, nossas riquezas são mal divididas, algum tem tanto que podem viver 500 anos e não conseguiram gastar tudo, enquanto outros nem sabe se iram comer no dia seguinte, isso é o que mais nós incomodamos.
Makarrão - Feminismo não é uma idéia errada, esta muito certa, mas já faz parte do ideal punk, algumas bandas se engajam e são muito radicais e acabam indo contra a liberdade dos outros e descriminando, não somos sectaristas e temos que conviver com pessoas certas, sejam homens ou mulheres.

5 – Quais os materiais que vocês têm lançado oficialmente? E o que esperam da gravação que esta programada para esta semana?
Edwiges -
Pois é, temos pouca coisa pra tanto tempo de banda, tivemos muita dificuldade em manter uma formação sólida e a falta de grana também ajudou, temos dois na coletânea SP punk e cinco no Pragas do Arrabaldes, estamos terminando a gravação do 1º Cd nesta semana e até Março de 2010, deve ter lançado.

6 – Edwiges, sua comida predileta é Macarrão?
Edwiges -
Kakakakaka ah, eu adoro todos os Makarrões, seja eles com “k” ou alho e óleo Bololhessa, kkkkk

7 – Galera é uma grande satisfação ser companheiro de cena com vocês. Obrigado pela atenção, vocês são foda! Para terminar deixe um recado para os leitores da sub punk.
Edwiges -
A todos, que nunca abaixe a cabeça, sigam em frente com o propósito de liberdade, igualdade, sempre contestando o errado e caminhando pelo certo, e sempre faça você mesmo!

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

2° Edição Anarquistas - Errico Malatesta


O influênciado mais notavel de Bakunin sem duvida foi Malatesta, atravez de sua biografia, conquistas e obras continuaremos essa viagem pela história da Anarquia "Nossa historia".



Errico Malatesta (Santa Maria Capua Vetere, 14 de dezembro de 1853 — Roma, 22 de julho de 1932) foi um teórico e ativista anarquista italiano.


Nasceu em 1853 em uma família abastada do sul da Itália. De fato, os Malatesta dominaram a província de Rimini e, no período de maior expansão, os castelli do norte de San Marino, a província de Pesaro, parte de Ancona, Forlì e Ravenna, entre 1295 e 1528.

Desde muito jovem, Errico adere aos ideais republicanos de Giuseppe Mazzini. Aos catorze anos de idade, protesta contra uma injustiça local, enviando uma carta ao rei Vítor Emanuel II, considerada por Luigi Fabbri como “insolente e ameaçadora”. As autoridades levaram o fato a sério e ordenaram a sua prisão, em 25 de março de 1868. Seu pai conseguiu libertá-lo recorrendo a amigos. Dois anos mais tarde foi novamente preso em Nápoles, por liderar uma manifestação, sendo suspenso por um ano da Universidade de Nápoles, onde estudava medicina.

Em 1871, após a Comuna de Paris abandona as idéias republicanas e adere ao anarquismo, ingressando na Associação Internacional dos Trabalhadores, AIT (Primeira Internacional) . Nessa época, entusiasmado com a atividade revolucionária, escreveria sobre a Internacional:

Todos entregavam para a propaganda tudo o que podiam, e também o que não podiam, pois quando o dinheiro escasseava, vendiam tranqüilamente os objetos de suas casas, aceitando com resignação as censuras das respectivas famílias. Pela propaganda esquecíamos o trabalho e os estudos! Enfim, a Revolução estava a ponto de eclodir a qualquer momento e consertaria tudo. Alguns acabavam com freqüência na cadeia, todavia, saíam dali com mais energias do que antes: as perseguições não tinham outro efeito senão consolidar nosso entusiasmo. É verdade que as perseguições daquele momento eram fracas comparadas com as que viriam mais tarde. Naquela época, o regime havia saído de uma série de revoluções e as autoridades, rígidas desde o início com os trabalhadores, em particular no campo, mostravam certo respeito pela liberdade na luta política, uma espécie de indisposição parecida com a dos governantes austríacos e a dos Bourbons, que, todavia, se desfez tão rápido quanto se consolidou o regime, e a luta pela independência nacional foi relegada a um segundo plano.

Nessa época, Malatesta se dedica de corpo e alma à Federação Italiana e colabora com Carlo Cafiero em L’Ordine e La Campana de Nápoles, abandonando seus estudos para dedicar os próximos sessenta anos de sua vida à agitação anarquista. Ao longo desse período passou várias vezes pela prisão e lutou não só na Itália como em outros países distantes e tão diferentes entre si quanto a Turquia e a Argentina. Participou também de insurreições na Bélgica, Espanha e Itália.

Em 1872, no Congresso de Saint-Imier, no cantão de Berna, conheceu Bakunin, de quem iria sofrer profunda influência:

... e assim fui para a Suíça com Cafiero. Encontrava-me enfermo, cuspia sangue e tinha em mente a idéia de que estava tuberculoso... Enquanto atravessava à noite o Gotardo (naquela época ainda não havia o túnel, sendo necessário atravessar a montanha coberta de neve em diligência) resfriei-me e cheguei à casa de Zurique, onde vivia Bakunin, tiritando de febre. Depois das primeiras saudações, Bakunin me preparou uma cama e me convidou – ou melhor, me forçou – a deitar-me, cobriu-me com todos os cobertores que pôde encontrar e insistiu para que eu descansasse e dormisse. Tudo isso com um cuidado e uma ternura maternal que me chegaram diretos ao coração. Quando me encontrava envolto nos cobertores e todos pensavam que eu dormia, ouvi Bakunin dizer coisas admiráveis sobre mim e comentava melancolicamente:“É uma pena que tenha ficado tão enfermo, em breve o perderemos; não lhe restam sequer seis meses!”

Entre as influências que determinaram o desenvolvimento de Malatesta, a de Bakunin foi a mais importante. Malatesta se refere a ele como o grande revolucionário, aquele a quem todos nós vemos como nosso pai espiritual. Sua maior qualidade era a capacidade de comunicar fé, desejo de ação e sacrifício a todos aqueles que tinham a oportunidade de encontrá-lo. Costumava dizer que era preciso ter o diabo no corpo, e sem dúvida o tinha em seu corpo e sua mente.

No ano de 1873 eclodem os movimentos insurrecionais preparados por Bakunin e Cafiero. A polícia, advertida, faz fracassar esses movimentos. Malatesta se encontra em Puglia, foge numa carroça de feno, mas é reconhecido, preso e novamente encarcerado na prisão de Trani. No processo, em 1875, a propaganda pela Internacional não cessa e ele é absolvido. Junta-se então a Bakunin e Cafiero na Suíça. Nesse mesmo ano, apesar dos conselhos de Bakunin, parte para a Hungria a fim de participar da insurreição da Herzegovina contra os turcos. É preso e entregue à polícia italiana.

Juntamente com Carlo Cafiero e outros militantes prepara uma insurreição em Letino, província de Caserta, em 1877, que se tornou legendário na luta social italiana. Ele e seus companheiros distribuiram armas para à população e queimaram arquivos públicos, proclamando o socialismo libertário. Malatesta e Cafiero, ainda que sabendo como fugir permaneceram no local e foram presos. A aventura durou doze dias, um policial foi morto, um outro foi ferido. No processo, todos declararam ter disparado contra os policiais, mas o júri os absolveu.

Malatesta volta a Nápoles em 1878 e é constantemente vigiado pela polícia. Gasta sua herança em propaganda. Parte por um tempo para o Egito. Lá, o cônsul italiano o expulsa para Beirute; o de Beirute o envia para Esmirna. A bordo de um navio francês, torna-se amigo do capitão, que o conserva no navio até a Itália. Em Livorno, a polícia quer prendê-lo, mas o capitão se recusa a entregá-lo. Finalmente, Malatesta desce para Marselha e dali vai para Genebra onde ajuda Kropotkin a publicar Le Revolté. Expulso, dirige-se à Romênia, em seguida, à França, em 1879. De novo expulso, vai para a Bélgica, depois para Londres. Fixa-se, enfim, em Londres, onde trabalha como vendedor de sorvetes e bombons, antes de abrir uma nova oficina mecânica.

No Congresso Anarquista de Londres de 1881 defendeu a criação de uma Internacional Anarquista.

Em 1885 exilou-se na Argentina, onde colaborou com os primeiros núcleos anarquistas, desenvolvendo uma ativa propaganda do Anarquismo, publicando o jornal Questione Sociale.

Regressou à Europa em 1889, desta vez indo para França. Mas logo teve de se exilar na Inglaterra.

Em 1913, vai à Itália, encontra-se com Mussolini, diretor do Avanti, importante jornal operário. Ao longo do ano de 1914 dedica-se a acalmar as querelas pessoais entre os anarquistas. Entra em contato com as outras organizações revolucionárias, faz conferências e encoraja os sindicalistas ).

Em Ancona, durante manifestações antimilitaristas das quais Malatesta participava, a polícia dispara e o povo se apodera da cidade. Os sindicatos decretam greve geral. É a “semana vermelha”. Porém, o exército intervém. Mussolini apóia o movimento em palavra, mas nada faz. Malatesta foge não sem declarar: Continuaremos a preparar a revolução libertadora que deverá assegurar a todos a justiça, a liberdade e o bem-estar.

Ainda em 1914, durante a Primeira Guerra Mundial, proclama o Internacionalismo e manifesta-se contra aqueles que defendiam a causa aliada, inclusive seu amigo Kropotkin.

Em 1920, já na Itália, inicia negociações com os socialistas para fazer a revolução. A polícia tenta provocar desordens e assassiná-lo. Apesar dos obstáculos legais, seu jornal Umanità Nova tem uma tiragem inicial de 50.000 exemplares. Malatesta impulsiona a União Sindicalista Italiana (U.S.I.), de influência anarquista. No mesmo ano, em Ancona, eclode uma insurreição e as fábricas são ocupadas. Mas o movimento é traído pelos os social-democratas da C.G.T., que devolvem as fábricas.

Após um encontro anarquista em Bolonha, no qual Malatesta toma a palavra, eclodem incidentes, há vítimas e feridos do lado dos operários e da polícia. Malatesta e a equipe do Umanità Nova são presos. Os protestos se multiplicam, ocorrem atentados fascistas. O fascismo, financiado pela burguesia e ajudado pelo governo, avança. Em contrapartida, Malatesta favorece a formação dos grupos armados.

Em julho de 1922, a greve geral é proclamada pela Aliança do Trabalho - união de diversos sindicatos estimulados por Malatesta. Mas os fascistas dizima pela força. Em seguida, em outubro, acontece a “marcha sobre Roma” e, na praça Cavour, os fascistas queimam um retrato de Malatesta. Umanitá Nova é proibido. Malatesta, aos sessenta e nove anos, retoma sua profissão de eletricista. A polícia o vigia em todos os seus movimentos.

Em 1924, surge a revista Pensiero e Volontà. O fascismo, no seu início, permite a liberdade de imprensa, mas a censura se faz cada vez mais severa até a proibição da revista em 1926. A oficina de Malatesta é destruída pelos fascistas e ele é obrigado a sobreviver com a ajuda dos camaradas, assim como de sua companheira, Elena Mulli e a filha desta última, Gemma.

Malatesta passou os últimos anos de sua vida na Itália e, durante o regime fascista, correspondeu-se com Makhno e criticou duramente a Plataforma Organizacional dos Comunistas Libertários. Foi mantido em prisão domiciliar, morrendo em 22 de julho de 1932. Tal era o medo que inspirava às autoridades da época que, ao morrer, seu corpo foi jogado em uma vala anônima, para impedir que seu túmulo se transforma-se em um símbolo e ponto de partida para as agitações dos dissidentes.

to be continued... ^^

Zines 2° Sarjeta

Esses são Craaassico... Muito louco.



terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Zines Excomungados e Sarjeta. 1° Porra!! da letra dos Excomungados

Restaurei alguns zines que robei do album do Fábião e vou postalos ^^ 1°

ZinEX Porra








logo logo tem + xD

OK Doutor,Texto muito bom do poeta das ruas,escritor, maluco e grande amigo Maurício Marques

OK Doutor, o Senhor venceu... Mas, a Utopia se Realizará, sim.

Ok Doutor, você venceu. A utopia não se realizará.

Dou-me por vencido...Que força teria qualquer argumento meu diante da prova cabal e fulminante que vossa senhoria me apresenta, o dicionário aberto na página onde a palavra utopia encontra-se grafada. Utopia, projeto irrealizável, fantasia, quimera, etc.


Sim, doutor, eu estava enganado quando afirmei acreditar na realização da Utopia.

Como fui tolo e incoerente em acreditar que algo intangível e inatingível possa ser alcançado.

Parabéns, doutor! Como um advogado, o senhor abriu o dicionário, como se este fosse a carta magna e brilhantemente impetrou um mandado de segurança contra a instauração da Utopia.

Provando que morfologicamente a etimologia contraria a dialética, conferindo à Utopia um caráter totalmente inconstitucional.


Eu até pensei que poderia convencê-lo ao citar Aldous Huxley em seu comentário sobre o Admirável Mundo Novo, quando ele diz que “O medo da humanidade é que as Utopias se realizam”.

É claro que se Aldous conversasse com vossa senhoria, teria que rever o seu conceito e até mesmo que se retratar por ter dado à palavra utopia um sentido representativo da soma dos anseios e aspirações individuais. A ampliação para o coletivo dos ideais mais românticos e menos egoístas.

A vontade e motivação maior da alma humana, resplandecida e verbalizada em um som, inaudível àqueles que insistem em tapar os ouvidos, mas, ecoando num canto de chamamento, convidando à felicidade todos os povos, reunindo-os em uma única nação; Onde tremula desfraldada no horizonte a bandeira da paz e do amor maior; epa, desculpe-me, doutor, mas acho que agora viajei um pouquinho além,...Mas, buscando expressar-me de uma maneira mais racional, conforme vossa senhoria deve preferir; aquilo que Carl Jung denominou como “Inconsciente Coletivo”.

Ok, doutor, o senhor venceu, a Utopia não se realizará, porque, se ousar contrariar a gramática, será condenada a desaparecer das mentes e espíritos ao desintegrar, fragmentando-se e incorporando-se ao mundo que chamamos realidade. Assim como os nossos sonhos que deixam de ser sonhos quando se realizam; aquilo que um dia foi considerado utópico, como as viagens espaciais, a comunicação à distância, o computador, a clonagem, enfim, isso e muito mais, hoje em dia não passam de simples questões tecnológicas. Nem ao menos realismo fantástico pode ser considerado.

Pois é, doutor, mas o senhor jamais se deixaria convencer por balelas, quimeras sofismáticas, não é mesmo, doutor?

Ok, doutor, mas, por favor, permita-me ao menos em consideração à bravura com a qual debati defendendo a utopia (que não existe), continuar vibrando e conspirando favoravelmente pela realização dos ideais mais altruístas dos homens, pelo menos os de boa vontade.

O desejo de um mundo novo alicerçado nos mais nobres valores de justiça e liberdade. Um mundo onde a exploração do homem pelo homem não ocorra, simplesmente por este ser um comportamento desumano.

Onde todos, sem distinção, são iguais em direitos e oportunidades e o valor individual avaliado apenas pela maior ou menor capacidade para servir (independente da conta bancária). Um lugar onde as leis pudessem ser traduzidas em simples recomendações, como: O respeito à natureza e tudo que exista nela em especial o respeito próprio e ao semelhante. Um lugar onde as competições tenham como único objetivo á auto-superação física, mental, artística, cultural e produtiva.

Uma terra onde todos os seus pomares, suas roças, seus mananciais e riquezas sejam comuns a todos.

Bem, doutor, ainda me resta o consolo da promessa da terra prometida habitada por seres verdadeiramente humanos.

É, doutor, o senhor pode até dizer que sou um sonhador, mas vai se preparando..., Porque como disse John Lennon, eu já não sou o único...

Ok, doutor, mas pensando melhor, vá à merda com seus falsos valores e com a sua falsa descrença no potencial humano de se autogovernar.

Vá à merda com aquela sua falsa idéia de que o homem só funciona sendo submetido, e que alguns nasceram para serem senhores, enquanto a maioria quase absoluta nasceu para ser escravo...

Caro doutor. é perfeitamente compreensível a sua postura. Vossa Senhoria defende os seus falsos valores, numa tentativa inútil de neles acreditar. E assim justificar sua condição de homem rico, sem nenhuma contrapartida produtiva. Em um país, onde aqueles que têm trabalho; trabalham tanto por tão pouco, imagino o sentimento de culpa que carregam aqueles que possuem tanto sem nada produzir, culpa esta, a responsável pelas neuroses dos teomânicos burgueses.

Ainda mais no seu caso, que o dinheiro foi herança do pai, um político, que fez em sua vida pública o que todos nós fazemos melhor na privada, e cujos vencimentos recebidos, nem de longe justificaria a fortuna que acumulou e lhe deixou, deixando também o legado de sua má índole e neuroses egocêntricas.

Assim sendo, doutor, os sonhos de justiça dos oprimidos e vítimas da exploração, são também, os pesadelos dos opressores e exploradores que sempre encontrarão dispositivos legais ou não, valendo-se até mesmo do dicionário, se for preciso, para impedir a Utopia.

Doutor, pra você, melhor nem pensar que o equilíbrio individual implica equilíbrio coletivo e que o equilíbrio coletivo é reflexo do equilíbrio individual, porque isso implicaria responsabilidades, não é mesmo doutor?

Ok, você venceu, mas a Utopia se realizará, sim! E se o senhor seu avô fosse estéril ou simplesmente tivesse sido castrado antes de procriar, com toda a certeza, ela estaria um pouco mais próxima!



Mauricio Carvalho Marques em "Barco de Ilusões".

www.poetamauriciomarques.com


Maurício Marques, autor do Romance

"O Leão Sol e a Abelha Lua de Mel".

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

1°edição " Anarquistas" (Bakunin)


Vou começar a postar frequentemente um pouco da história do anarquismo e dos grandes feitos, mostrando o quanto somos grandes, e podemos ser maiores, tambem o quanto fomos oprimidos e impedidos, mais o quanto ja mudamos e se não fosse por nós, seria muito pior... anarquia sempre!!
Morcego.

Começando da origem da palavra e descrição
Anarquismo (do grego ἀναρχος, transl. anarkhos, que significa "sem governantes",[1][2] a partir do prefixo ἀν-, an-, "sem" + ἄρχή, arkhê, "soberania, reino, magistratura"[3] + o sufixo -ισμός, -ismós, da raiz verbal -ιζειν, -izein) é uma filosofia política que engloba teorias, métodos e ações que objetivam a eliminação total de todas as formas de governo compulsório.[4] De um modo geral, anarquistas são contra qualquer tipo de ordem hierárquica que não seja livremente aceita [5] e, assim, preconizam os tipos de organizações libertárias.
Anarquia significa ausência de coerção e não a ausência de ordem.[6] A noção equivocada de que anarquia é sinônimo de caos se popularizou entre o fim do século XIX e o início do século XX, através dos meios de comunicação e de propaganda patronais, mantidos por instituições políticas e religiosas. Nesse período, em razão do grau elevado de organização dos segmentos operários, de fundo libertário, surgiram inúmeras campanhas antianarquistas.[7] Outro equívoco banal é se considerar anarquia como sendo a ausência de laços de solidariedade (indiferença) entre os homens. À ausência de ordem - ideia externa aos princípios anarquistas -, dá-se o nome de "anomia".[

Distorceram, nosso nome, nos chamaram de assassinos, nos algemaram.
Os senhores da industeria, facscistas, burgueses, escravisadores
Em muitos dicionarios e até na linguagem popular nossa causa ainda é sinonimo de caos, mais e esse mundo o que é?, com certeza nenhum pouco anarquista e muito mais anomio do que nossa mais louca utopia (Morcego)
Bom revoltas a parte vamos começar e não a forma melhor de se começar do que Bakunin.




Mikhail Aleksandrovitch Bakunin (em russo Михаил Александрович Бакунин; Premukhimo, 30 de maio de 1814 — Berna, 1 de julho de 1876), também aportuguesado em Bakunine ou Bakúnine, foi um teórico político russo, um dos principais expoentes do anarquismo em meados do século XIX.
Nascido no Império Russo de uma família proprietária de terras de linhagem nobre, Mikahil Bakunin passou sua juventude em Moscou estudando filosofia e começou a freqüentar os círculos radicais onde foi em grande medida influenciado pelas ideias de Alexander Herzen. Deixou a Rússia em 1842 mudando-se para Dresden (Alemanha), e depois para Paris (França), onde conheceu grandes pensadores políticos entre estes George Sand, Pierre-Joseph Proudhon e Karl Marx.
Foi deportado da França por discursar publicamente contra a opressão russa na Polônia. Em 1849 foi preso em Dresden por sua participação na Rebelião de 1848. Levado de volta ao Império Russo, foi aprisionado na Fortaleza de Pedro e Paulo em São Petersburgo, permanecendo preso até 1857, quando foi exilado em um campo de trabalhos forçados na Sibéria. Conseguiu escapar do exílio na Sibéria indo para o Japão, chegou aos Estados Unidos, e de lá retornou para Londres e por lá ficou durante um curto período em que juntamente com Herzen colaborou para o periódico Radical Kolokol ("O Sino"). Em 1863 Bakunin partiu da Inglaterra para se juntar a insurreição na Polônia, mas não conseguiu chegar ao seu destino permanecendo algum tempo na Suíça e na Itália.
Apesar de ser considerado um criminoso pelas autoridades religiosas e governamentais, já naquele período, Bakunin havia se tornado uma figura de grande influência para a juventude progressista e revolucionária, não só na Rússia, mas por toda a Europa. Em 1868, tornou-se membro da Associação Internacional de Trabalhadores, uma federação de progressistas e organizações sindicais com seções em grande parte dos países europeus.


Em 1870, tomou parte na insurreição de Lyon, um dos principais precedentes da Comuna de Paris. Em 1872 Bakunin havia se tornado uma figura influente na AIT, fazendo com que, através de suas posições o congresso ficasse dividido em duas tendências contrapostas: uma delas que se organizava em torno da figura de Marx que defendia a participação em eleições parlamentares e a outra, de caráter libertário, se opunha a esta participação considerada não revolucionária, se articulava em torno de Bakunin.
A posição defendida pelo círculo de Bakunin acabaria sendo derrotada em votação, e ao fim do congresso, Bakunin e muitos membros foram expurgados sob a acusação de manterem uma organização secreta dentro da Internacional. Os libertários, entre eles Bakunin responderam a acusação afirmando que o congresso fora manipulado, e que por esse motivo organizariam sua própria conferência da Internacional em Santo-Imier na Suíça depois de 1872.
Bakunin manteve-se envolvido com muita atividade no âmbito dos movimentos revolucionários europeus. De 1870 à 1876, escreveu grande parte de sua obra, textos como Estadismo e Anarquia e Deus e o Estado. Apesar de sua saúde frágil, tentou tomar parte em uma insurreição em Bolonha, mas foi forçado a retornar para a Suíça

To be continued... hehe
Morcego.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Morcego entrevista Fábio Sarjeta


Ai fica fácil, entrevistar meu brother, mas não vai escapar do paredão não rsrs.

Fábio Sarjeta, descrevendo as cenas sem censuras ou cortes kkkkkkk.



1 - Morcego - Me lembro bem da cena mais ou menos em 2.000. A gente colava no Garajão (saudoso Ticos bar), aonde vinham bandas de vários picos, e juntavam loucos pra toda vertente do Rock´n Roll, a maioria das bandas faziam covers pra gente chapar e fazer o bate cabeça kkkk. Foi lá que nossa galera viu Sarjeta em ação, os caras aqui do Taboão da Serra que não faziam covers, tocavam hardcore com letras anarquistas e de crítica social, como era essa visão de traz do pedestal?


Fábio - Estou no movimento desde 1.988, mas minha identificação com a parte literária anarquista, começou através dos grupos de estudos que tínhamos principalmente no CRUSP em 1.996, antes nem sabia muita coisa, mas andava com camisa de “A” e com um visual bem chamativo. Hoje até emo modinha usa coturno e até minha querida mãe tem piercing. Naquela época a polícia tomava coturno da gente, fora que era muito difícil descolar coturno. Quando usava moicano, isso chocava demais as pessoas, hoje até David Beckham, pagodeiros e os emos usam moicano. Hoje sei que sou muito mais punk e anarquista, afinal, o verdadeiro moicano está dentro da cabeça. Punk é atitude, não somente visual. Aqui no Taboão, as bandas da década de 90 e começo deste século, que falavam de Anarquia, na verdade, nem sabiam direito o que é, era mais modismo, mas a importância maior é por conta de uma iniciação, alguns se aprofundaram.
O Garajão/Tico´s bar, juntamente com o estúdio que eu tinha, foram os dois principais pontos de encontro para a cena underground da Leptospirose city nesta década. Antes eu era mais ligado à cena do Punkrusp. O Amauri do Junk Head, que já conhecia nosso trabalho convidou a gente pra tocar no Garajão, e a gente iria fechar o show, logicamente fiquei preocupado, pois quase todas as bandas só gozavam com o pau dos outros, ou seja, eram bandas covers. E a galera naquela época não apoiava as bandas criativas, de identidade, que faziam trabalhos próprios. Mas aceitamos o convite. Tocou uma banda de hardcore melódico chamada No One Knows, me recordo que quando tocaram cover de CPM 22, a molecada pirou. Depois tocou Junk Head que tocava cover de bandas grunges, como aqui na Leptospirose City tem uma cena muito forte Grunge, o Garajão quase veio abaixo. Quando tocaram Mudhoney, eu fiquei possuído kkkkkk. Quando a gente foi tocar, esvaziou o lugar, pensei “nunca mais toco nesta merda” rsrsrsr. Ao final da primeira musica a galera entrou tudo pra dentro, e o show foi do caralho, a partir daí sempre tocamos, e Sarjeta virou uma espécie de “banda da casa”, tinham até pôster da Sarjeta e foto minha quando eu toquei pelado no festival que o grande e saudoso Tico armou na pista de skate que tinha no Pazine. Neste primeiro show eu disse ao microfone “façam suas bandas, com canções próprias, cantem em língua portuguesa, façam zines, faça crescer a cena ao qual você faz parte”. E por conta deste som iniciou-se uma era, em que a maioria das bandas que se formavam, eram com músicas próprias. Teve a partir deste show uma enchurada de bandas sendo formadas. E muitos jovens deixaram de lado as bandas do mainstream e criamos uma cena muito forte, apesar da desunião e das tretas. Hardcore melódico era forte, mas passou, agora o que esta na moda é emo, os grunges faziam uma coletividade maior com os punks, até porque Grunge no inicio era um termo destinado aos punks do noroeste estado-unidense. Ainda existem muitos punks e grunges desta época ativos na cena.



2 - Morcego - Essa de 2000 era minha cena de começar a colar em som, e de uma boa parte da galera e tal, como foi a sua?Quais eram as bandas e a proximidade que você teve com elas?


Fábio - Junk head, banda de bons e velhos amigos, e grandes companheiros, os sons deles eram uma grande festa junk rsrsrsr. Tive o prazer de tocar com eles em dois shows, e participação em vários outros sons do Junk. No One Knows, apesar da minha amizade com o vocalista Felipe, eu não me identificava com o som deles, esta banda acabou devido principalmente à entrega do Felipe ao verdadeiro movimento punk. Sarjeta e No One Knows formaram a maior rivalidade da história do underground taboanense rsrsrsr, mas isso com o passar dos anos foi superado. Mas meu ódio com hczinho é eterno! Destas bandas só sarjeta infelizmente continua na ativa. Depois vieram muitas outras bandas como, Bisoru Suku, deus Dead, Érus Ramazotis, Damião Cover Genérico Fight Club, Samsara, Enter Furians, Atentado, Hemp & Caos etc...


3 - Morcego - Fabião, o que te inspirou pra escrever as letras, e musicas, houve influência dos amigos, músicos, livros, acontecimentos?


Fábio - Com certeza tem influência de tudo isso. Tenho uma postura honesta, pois essa rigidez vem da inclinação e vontade de agir do modo que se propõe, sem ceder em hipótese alguma. Mas sinceramente não tenho preocupação em chocar, pois minhas letras acontecem naturalmente, não é apenas destruir, mas principalmente em construir algo, e combater a falta de ideais e autenticidade dentro da arte em geral, está tudo errado, e temos que parar, e recomeçar tudo novamente. Somos animais políticos, não no sentido partidário, mas no sentido de política ser vida, são relações que vivemos o tempo todo. Se ignorarmos isso, seremos mais uma espécie de animais controlados, como gados.
As influências literárias e musicais são diversificadas, Bakunin, Proudhon, Arthur Rimbaud, Kropotkin, Malatesta, Godwin, Stiner, George Woodcock, Michael Walzer, gibis Sin City, Chico Bento etc e etc... Punk 77, bandas punks nacionais, ska jamaicano e The Specials são meus prediletos, gosto também de hc old school; pré punk/garage, pós punk, surf music, psycho billy, jazz e rock alternativo.


4 - Morcego - Eu Estava em alguns shows da Sarjeta e dos Excomungados e tive o privilégio de conhecer as figuras mais trashs aprontando altas. Mas conta você pra gente um episódio que marcou das incríveis aventuras dos mestres das tosqueiras fodásticas kkkkkkk.


Fábio - No começo nós da Sarjeta não tinhamos instrumentos próprios, então em 2.001 roubamos uma guitarra de uma banda gospel, pratos de uma banda de hardcorezinho modinha e um baixo de uma banda de new metal pula-pula. Não façam isso heim! Dos excomungados, teve um som que rolou no bar do presunto em 2.006, a gente entrou numa favela, os traficantes armados de pistolas e fuzis, uma uzi, nos rendeu e nos levaram para o "abate" dizendo que éramos gansos, jogaram o parafuso no chão e começaram a bater nele, foi quando eu disse... "velho, na humildade, somos músicos e pais de família" e o cara disse "vocês tocam o que?" eu disse "punk rock, somos os Excomungados". Um deles era “ex punk”... e me disse "então canta a musica Pedido a Nathan" e eu cantei um trecho da musica, aí pararam de bater no Para e guardaram as armas... até ganhei uma paranga grátis. Mas tem muitas histórias macabras, muita loucura mesmo.


5 - Morcego - Você conviveu em um lugar de extrema importância, berço de toda forma de arte e loucura paulista. Aquele cenário, de universidade, protesto, junkeria, como era esse manicômio CRUSP?


Fábio - De 1.997 até 2.006, eu freqüentei e me doei muito para este movimento. Pessoas muito loucas e inteligentes, bandas foram formadas lá, como Sarjeta, Excomungados, Insurgentes, Fecaloma, Banda Punk, Mercenárias, Colisão Social, Meteoros, Planeta Defunto etc. Tínhamos grupos de estudos anarquistas, a gente colava nas reuniões do comitê zapatista, eu fazia a Sarjeta Zine que era impresso, e eventualmente outros publicavam outros zines, que com certeza tinham ótimos conteúdos. Transávamos muito, consumíamos drogas em excesso, fazíamos protestos, e organizávamos os eventos Prunkrusp, onde a entrada nunca foi cobrada, aliás, pedíamos alimentos não perecíveis ou agasalhos para serem doados em Ongs ou favelas. Uma época intensa e mágica.


6- Morcego - Como você entrou pro Excomungados? E como foi e é tocar os hinos punks, muitas vezes junto das bandas mais conhecidas da cena Punk?


Fábio - Eu conheci a banda em 92, era uma das minhas favoritas, e nesta época a banda estava muito em baixa, praticamente não existia mais. Quando a banda voltou em 2.000 eu colava nos sons, e sempre era convidado para tocar com eles, até que o Chinês me disse “ai Sarjeta, fica de vez na banda, porque ta foda” kkkkkkk. E com extremo prazer, e orgulho, sai do banco de reservas e virei titular.
Quanto as apresentações, as vezes é muito louco, a galera pira e eu piro junto. As vezes fica um clima de perplexidade total diante das tosqueiras e bizarrices apresentadas pela banda. Tanto a Sarjeta quanto os Excomungados, nós dividimos palco com muitas bandas, algumas muito conhecidas, outras nem tanto, algumas boas e outras ruins. Pra mim é sempre uma honra dividir palco com bandas boas ou bandas que tenham pessoas que se doam pelo movimento. Pra mim é mais importante se doar para o movimento do que ter banda boa, mas muitas vezes acontece os dois, e isto é ótimo.


7- Morcego - Vendo o decorrer dos anos, é realmente desanimador ver que muitas das boas bandas não estão onde merecem, enquanto a mídia enfia tanta porcaria na cabeça da molecada, fora todas as dificuldades de manter uma banda, ensaiar, gastos com equipamentos, a falta de espaço pra som punk, as tretas que foderam com vários sons. Você faria tudo de novo, mesmo sabendo que não há retorno financeiro?


Fábio - Com certeza sim, não me vejo de outra forma. Eu sou do subúrbio, e de uma família muito católica, e o movimento me abriu a cabeça contra o racismo, desigualdade social, homofobismo, machismo, estado etc. Portanto minha formação ideológica, meu caráter, personalidade etc, devo principalmente ao movimento punk.
Realmente é muito difícil manter uma banda honesta na ativa. Prefiro viver na sarjeta, que me entregar a mediocridade do mainstream, da sociedade e todo o seu moralismo hiprócrita e suas prateleiras morais, e a qualquer demência coletiva religiosa. È o que me faz acordar todos os dias. Enquanto eu dou um passo, a realidade, as vezes, dá dois, mas no dia seguinte eu darei três. O movimento Punk é minha muleta, a minha religião.


8 - Morcego - Você criou sua banda, e não precisa nem chegar muito perto pra ver o quanto é importante pra você. Defina o Sarjeta em uma frase.


Fábio - Nem tudo é carnaval no país do futebol.



9 - Morcego - Fabiones, valeu por responder, e em geral por toda contribuição pra nossa cena que continua a cada dia e que vamos lutar sempre pra que cresça,
pessoalmente agradeço por proporcionar os gritos de refrão, os bates e tudo que trouxe apoio a minha ideologia libertária, a influência musical underground que atingiu a mim e muitos a minha volta também. Á... e claro por tá presente costa a costa descendo o tapa nos pilantra quando precisou KKKKKKKKKKKKKKK.


Fábio - Obrigado por você existir, a galera que esta no ativismo da Sub Punk, e a todas as pessoas de bem, como você disse, vamos continuar lutando no dia a dia pela cena, e por um mundo melhor. A cena é nossa! E é a gente que tem que tomar conta dela. Se tem coisas ruins, e isso acontece em todos os setores da vida social, são individualidades, o movimento Punk não orquestra isso, nós somos a diferença. Revolução e anarquia não são e nunca foram utopias. A gente pode fazer o nosso melhor, e se alto melhorar, num exercício diário, até nosso ultimo suspiro.

Quem quiser escutar uns sons da banda Sarjeta, tem 15 para downloads gratuitos, com letras e fotos, no site bandas de garagem. bandasdegaragem.com.br/sarjeta

ou

http://bandasdegaragem.uol.com.br/hotsite/index.php?id_banda=7162



Anarquia sempre!

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Somos ou nunca Seremos (partes)


Parte de uma letra minha.

Nunca se afaste dos seus ideais.
Nunca se adapte, fazendo por que o outro faz.
Esses nossos dias, parecem todos iguais.
Por que somos sintonizados, presos nos mesmos jornais.
A nossa indiferença e desumanidade.
Invadem nossa casa, cegam nossa liberdade.
Não é nada fácil, evitar o sistema.
Mais nunca fechar os olhos, e perder a consciência.
nunca!!! desista.
A cada punk que morre, nasce um conformista.
Nunca se afaste dos seus ideais.
União e conhecimento por justiça e paz.

Punkesia kkkk, é por revolta é o que importa

Morcego.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

SUB PUNK / PUNKRUSP


Sub Punk / PunKrusp
A Sub Punk é um veículo destinado ás pessoas de bocas inquietas. É um dos vários mecanismos que podemos utilizar. Lógico que algumas pessoas (a maioria delas mal intencionadas), podem associar tais ações a hipocrisia ou demagogia, mas eu nem ligo, pois ninguém é obrigado a concordar, muito menos pessoas de direita, pois falam que somos extremistas, mas com certeza extremas são suas mediocridades.
Eu moro no Parque Pinheiros em Taboão da Serra desde 2.002, e como sempre fiz e faço, procuro conhecer, e na medida no possível apoiar novas bandas. Quando mudei pra cá, nem tinha uma cena com bandas, ninguém fazia rock por aqui. Hoje são muitas as bandas, sempre disse ao microfone, “montem suas bandas, façam zines, faça crescer a cena ao qual você faz parte”.
O que mais falta por aqui é interação entre as bandas, zineiros etc. Desta forma não podemos construir algo realmente concreto por aqui, poderia ser uma cena maravilhosa, como foi e ainda é o PunKrusp de onde saíram bandas como Excomungados, Mercenárias, Sarjeta, Colisão Social, Antropófogos, Banda Punk, Insurgentes, Planeta Defunto, Os Meteoros etc. E zines como Sarjeta Zine, Ex-zine entre tantos outros muito legais.
Aqui as bandas tocam e saem fora, nem prestigiam as outras, é nítida uma espécie de competição, acontece desde 2.002 quando a coisa começou a tomar rumo. A cena aqui ainda tem poucos punks, por isso quero agradecer o Rodolfo (enter furians), Roberto Morcego, Dayane, Daya, Bones, Jana, Fábio (Olho Seco), Menstruação Anárquica, Demente & Fernanda, Mozine (Mukeka), PP (Atentado), Ariel que estão colaborando de forma ativa com a Sub Punk (aliás sempre colaboraram). Precisamos de mais pessoas com o mesmo intuito.
Existem outras pessoas interessadas, mas tem que fazer acontecer, não somos um exército, não estamos recrutando ninguém, tem que ser merecedor mesmo. Tem pessoas aqui que tem um puta de um visual chamativo, mas o que mais fizeram de sério é reclamar que não deixaram entrar de graça nos shows, ou que o desconto foi pouco, pessoas assim não me interessam, e posso dizer em nome do movimento ao qual sou ativo a mais de 20 anos.
Mas tenho certeza, que aos poucos as negatividades acabam saindo de cena, pois só os verdadeiros sobrevivem, afinal punk não é moda e nunca foi. Façamos o favor de desenvolver um senso de autocrítica, e reservar mais tempo tentando melhorar a nós mesmos. Para terminar, um som que foi tocado nos dois shows que vi nas ultimas duas semanas, a banda se chama Garotos do Subúrbio. “Garotos do subúrbio, garotos do subúrbio, vocês, vocês, vocês não podem desistir de viver”.
Fábio Sarjeta