segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

1°edição " Anarquistas" (Bakunin)


Vou começar a postar frequentemente um pouco da história do anarquismo e dos grandes feitos, mostrando o quanto somos grandes, e podemos ser maiores, tambem o quanto fomos oprimidos e impedidos, mais o quanto ja mudamos e se não fosse por nós, seria muito pior... anarquia sempre!!
Morcego.

Começando da origem da palavra e descrição
Anarquismo (do grego ἀναρχος, transl. anarkhos, que significa "sem governantes",[1][2] a partir do prefixo ἀν-, an-, "sem" + ἄρχή, arkhê, "soberania, reino, magistratura"[3] + o sufixo -ισμός, -ismós, da raiz verbal -ιζειν, -izein) é uma filosofia política que engloba teorias, métodos e ações que objetivam a eliminação total de todas as formas de governo compulsório.[4] De um modo geral, anarquistas são contra qualquer tipo de ordem hierárquica que não seja livremente aceita [5] e, assim, preconizam os tipos de organizações libertárias.
Anarquia significa ausência de coerção e não a ausência de ordem.[6] A noção equivocada de que anarquia é sinônimo de caos se popularizou entre o fim do século XIX e o início do século XX, através dos meios de comunicação e de propaganda patronais, mantidos por instituições políticas e religiosas. Nesse período, em razão do grau elevado de organização dos segmentos operários, de fundo libertário, surgiram inúmeras campanhas antianarquistas.[7] Outro equívoco banal é se considerar anarquia como sendo a ausência de laços de solidariedade (indiferença) entre os homens. À ausência de ordem - ideia externa aos princípios anarquistas -, dá-se o nome de "anomia".[

Distorceram, nosso nome, nos chamaram de assassinos, nos algemaram.
Os senhores da industeria, facscistas, burgueses, escravisadores
Em muitos dicionarios e até na linguagem popular nossa causa ainda é sinonimo de caos, mais e esse mundo o que é?, com certeza nenhum pouco anarquista e muito mais anomio do que nossa mais louca utopia (Morcego)
Bom revoltas a parte vamos começar e não a forma melhor de se começar do que Bakunin.




Mikhail Aleksandrovitch Bakunin (em russo Михаил Александрович Бакунин; Premukhimo, 30 de maio de 1814 — Berna, 1 de julho de 1876), também aportuguesado em Bakunine ou Bakúnine, foi um teórico político russo, um dos principais expoentes do anarquismo em meados do século XIX.
Nascido no Império Russo de uma família proprietária de terras de linhagem nobre, Mikahil Bakunin passou sua juventude em Moscou estudando filosofia e começou a freqüentar os círculos radicais onde foi em grande medida influenciado pelas ideias de Alexander Herzen. Deixou a Rússia em 1842 mudando-se para Dresden (Alemanha), e depois para Paris (França), onde conheceu grandes pensadores políticos entre estes George Sand, Pierre-Joseph Proudhon e Karl Marx.
Foi deportado da França por discursar publicamente contra a opressão russa na Polônia. Em 1849 foi preso em Dresden por sua participação na Rebelião de 1848. Levado de volta ao Império Russo, foi aprisionado na Fortaleza de Pedro e Paulo em São Petersburgo, permanecendo preso até 1857, quando foi exilado em um campo de trabalhos forçados na Sibéria. Conseguiu escapar do exílio na Sibéria indo para o Japão, chegou aos Estados Unidos, e de lá retornou para Londres e por lá ficou durante um curto período em que juntamente com Herzen colaborou para o periódico Radical Kolokol ("O Sino"). Em 1863 Bakunin partiu da Inglaterra para se juntar a insurreição na Polônia, mas não conseguiu chegar ao seu destino permanecendo algum tempo na Suíça e na Itália.
Apesar de ser considerado um criminoso pelas autoridades religiosas e governamentais, já naquele período, Bakunin havia se tornado uma figura de grande influência para a juventude progressista e revolucionária, não só na Rússia, mas por toda a Europa. Em 1868, tornou-se membro da Associação Internacional de Trabalhadores, uma federação de progressistas e organizações sindicais com seções em grande parte dos países europeus.


Em 1870, tomou parte na insurreição de Lyon, um dos principais precedentes da Comuna de Paris. Em 1872 Bakunin havia se tornado uma figura influente na AIT, fazendo com que, através de suas posições o congresso ficasse dividido em duas tendências contrapostas: uma delas que se organizava em torno da figura de Marx que defendia a participação em eleições parlamentares e a outra, de caráter libertário, se opunha a esta participação considerada não revolucionária, se articulava em torno de Bakunin.
A posição defendida pelo círculo de Bakunin acabaria sendo derrotada em votação, e ao fim do congresso, Bakunin e muitos membros foram expurgados sob a acusação de manterem uma organização secreta dentro da Internacional. Os libertários, entre eles Bakunin responderam a acusação afirmando que o congresso fora manipulado, e que por esse motivo organizariam sua própria conferência da Internacional em Santo-Imier na Suíça depois de 1872.
Bakunin manteve-se envolvido com muita atividade no âmbito dos movimentos revolucionários europeus. De 1870 à 1876, escreveu grande parte de sua obra, textos como Estadismo e Anarquia e Deus e o Estado. Apesar de sua saúde frágil, tentou tomar parte em uma insurreição em Bolonha, mas foi forçado a retornar para a Suíça

To be continued... hehe
Morcego.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Morcego entrevista Fábio Sarjeta


Ai fica fácil, entrevistar meu brother, mas não vai escapar do paredão não rsrs.

Fábio Sarjeta, descrevendo as cenas sem censuras ou cortes kkkkkkk.



1 - Morcego - Me lembro bem da cena mais ou menos em 2.000. A gente colava no Garajão (saudoso Ticos bar), aonde vinham bandas de vários picos, e juntavam loucos pra toda vertente do Rock´n Roll, a maioria das bandas faziam covers pra gente chapar e fazer o bate cabeça kkkk. Foi lá que nossa galera viu Sarjeta em ação, os caras aqui do Taboão da Serra que não faziam covers, tocavam hardcore com letras anarquistas e de crítica social, como era essa visão de traz do pedestal?


Fábio - Estou no movimento desde 1.988, mas minha identificação com a parte literária anarquista, começou através dos grupos de estudos que tínhamos principalmente no CRUSP em 1.996, antes nem sabia muita coisa, mas andava com camisa de “A” e com um visual bem chamativo. Hoje até emo modinha usa coturno e até minha querida mãe tem piercing. Naquela época a polícia tomava coturno da gente, fora que era muito difícil descolar coturno. Quando usava moicano, isso chocava demais as pessoas, hoje até David Beckham, pagodeiros e os emos usam moicano. Hoje sei que sou muito mais punk e anarquista, afinal, o verdadeiro moicano está dentro da cabeça. Punk é atitude, não somente visual. Aqui no Taboão, as bandas da década de 90 e começo deste século, que falavam de Anarquia, na verdade, nem sabiam direito o que é, era mais modismo, mas a importância maior é por conta de uma iniciação, alguns se aprofundaram.
O Garajão/Tico´s bar, juntamente com o estúdio que eu tinha, foram os dois principais pontos de encontro para a cena underground da Leptospirose city nesta década. Antes eu era mais ligado à cena do Punkrusp. O Amauri do Junk Head, que já conhecia nosso trabalho convidou a gente pra tocar no Garajão, e a gente iria fechar o show, logicamente fiquei preocupado, pois quase todas as bandas só gozavam com o pau dos outros, ou seja, eram bandas covers. E a galera naquela época não apoiava as bandas criativas, de identidade, que faziam trabalhos próprios. Mas aceitamos o convite. Tocou uma banda de hardcore melódico chamada No One Knows, me recordo que quando tocaram cover de CPM 22, a molecada pirou. Depois tocou Junk Head que tocava cover de bandas grunges, como aqui na Leptospirose City tem uma cena muito forte Grunge, o Garajão quase veio abaixo. Quando tocaram Mudhoney, eu fiquei possuído kkkkkk. Quando a gente foi tocar, esvaziou o lugar, pensei “nunca mais toco nesta merda” rsrsrsr. Ao final da primeira musica a galera entrou tudo pra dentro, e o show foi do caralho, a partir daí sempre tocamos, e Sarjeta virou uma espécie de “banda da casa”, tinham até pôster da Sarjeta e foto minha quando eu toquei pelado no festival que o grande e saudoso Tico armou na pista de skate que tinha no Pazine. Neste primeiro show eu disse ao microfone “façam suas bandas, com canções próprias, cantem em língua portuguesa, façam zines, faça crescer a cena ao qual você faz parte”. E por conta deste som iniciou-se uma era, em que a maioria das bandas que se formavam, eram com músicas próprias. Teve a partir deste show uma enchurada de bandas sendo formadas. E muitos jovens deixaram de lado as bandas do mainstream e criamos uma cena muito forte, apesar da desunião e das tretas. Hardcore melódico era forte, mas passou, agora o que esta na moda é emo, os grunges faziam uma coletividade maior com os punks, até porque Grunge no inicio era um termo destinado aos punks do noroeste estado-unidense. Ainda existem muitos punks e grunges desta época ativos na cena.



2 - Morcego - Essa de 2000 era minha cena de começar a colar em som, e de uma boa parte da galera e tal, como foi a sua?Quais eram as bandas e a proximidade que você teve com elas?


Fábio - Junk head, banda de bons e velhos amigos, e grandes companheiros, os sons deles eram uma grande festa junk rsrsrsr. Tive o prazer de tocar com eles em dois shows, e participação em vários outros sons do Junk. No One Knows, apesar da minha amizade com o vocalista Felipe, eu não me identificava com o som deles, esta banda acabou devido principalmente à entrega do Felipe ao verdadeiro movimento punk. Sarjeta e No One Knows formaram a maior rivalidade da história do underground taboanense rsrsrsr, mas isso com o passar dos anos foi superado. Mas meu ódio com hczinho é eterno! Destas bandas só sarjeta infelizmente continua na ativa. Depois vieram muitas outras bandas como, Bisoru Suku, deus Dead, Érus Ramazotis, Damião Cover Genérico Fight Club, Samsara, Enter Furians, Atentado, Hemp & Caos etc...


3 - Morcego - Fabião, o que te inspirou pra escrever as letras, e musicas, houve influência dos amigos, músicos, livros, acontecimentos?


Fábio - Com certeza tem influência de tudo isso. Tenho uma postura honesta, pois essa rigidez vem da inclinação e vontade de agir do modo que se propõe, sem ceder em hipótese alguma. Mas sinceramente não tenho preocupação em chocar, pois minhas letras acontecem naturalmente, não é apenas destruir, mas principalmente em construir algo, e combater a falta de ideais e autenticidade dentro da arte em geral, está tudo errado, e temos que parar, e recomeçar tudo novamente. Somos animais políticos, não no sentido partidário, mas no sentido de política ser vida, são relações que vivemos o tempo todo. Se ignorarmos isso, seremos mais uma espécie de animais controlados, como gados.
As influências literárias e musicais são diversificadas, Bakunin, Proudhon, Arthur Rimbaud, Kropotkin, Malatesta, Godwin, Stiner, George Woodcock, Michael Walzer, gibis Sin City, Chico Bento etc e etc... Punk 77, bandas punks nacionais, ska jamaicano e The Specials são meus prediletos, gosto também de hc old school; pré punk/garage, pós punk, surf music, psycho billy, jazz e rock alternativo.


4 - Morcego - Eu Estava em alguns shows da Sarjeta e dos Excomungados e tive o privilégio de conhecer as figuras mais trashs aprontando altas. Mas conta você pra gente um episódio que marcou das incríveis aventuras dos mestres das tosqueiras fodásticas kkkkkkk.


Fábio - No começo nós da Sarjeta não tinhamos instrumentos próprios, então em 2.001 roubamos uma guitarra de uma banda gospel, pratos de uma banda de hardcorezinho modinha e um baixo de uma banda de new metal pula-pula. Não façam isso heim! Dos excomungados, teve um som que rolou no bar do presunto em 2.006, a gente entrou numa favela, os traficantes armados de pistolas e fuzis, uma uzi, nos rendeu e nos levaram para o "abate" dizendo que éramos gansos, jogaram o parafuso no chão e começaram a bater nele, foi quando eu disse... "velho, na humildade, somos músicos e pais de família" e o cara disse "vocês tocam o que?" eu disse "punk rock, somos os Excomungados". Um deles era “ex punk”... e me disse "então canta a musica Pedido a Nathan" e eu cantei um trecho da musica, aí pararam de bater no Para e guardaram as armas... até ganhei uma paranga grátis. Mas tem muitas histórias macabras, muita loucura mesmo.


5 - Morcego - Você conviveu em um lugar de extrema importância, berço de toda forma de arte e loucura paulista. Aquele cenário, de universidade, protesto, junkeria, como era esse manicômio CRUSP?


Fábio - De 1.997 até 2.006, eu freqüentei e me doei muito para este movimento. Pessoas muito loucas e inteligentes, bandas foram formadas lá, como Sarjeta, Excomungados, Insurgentes, Fecaloma, Banda Punk, Mercenárias, Colisão Social, Meteoros, Planeta Defunto etc. Tínhamos grupos de estudos anarquistas, a gente colava nas reuniões do comitê zapatista, eu fazia a Sarjeta Zine que era impresso, e eventualmente outros publicavam outros zines, que com certeza tinham ótimos conteúdos. Transávamos muito, consumíamos drogas em excesso, fazíamos protestos, e organizávamos os eventos Prunkrusp, onde a entrada nunca foi cobrada, aliás, pedíamos alimentos não perecíveis ou agasalhos para serem doados em Ongs ou favelas. Uma época intensa e mágica.


6- Morcego - Como você entrou pro Excomungados? E como foi e é tocar os hinos punks, muitas vezes junto das bandas mais conhecidas da cena Punk?


Fábio - Eu conheci a banda em 92, era uma das minhas favoritas, e nesta época a banda estava muito em baixa, praticamente não existia mais. Quando a banda voltou em 2.000 eu colava nos sons, e sempre era convidado para tocar com eles, até que o Chinês me disse “ai Sarjeta, fica de vez na banda, porque ta foda” kkkkkkk. E com extremo prazer, e orgulho, sai do banco de reservas e virei titular.
Quanto as apresentações, as vezes é muito louco, a galera pira e eu piro junto. As vezes fica um clima de perplexidade total diante das tosqueiras e bizarrices apresentadas pela banda. Tanto a Sarjeta quanto os Excomungados, nós dividimos palco com muitas bandas, algumas muito conhecidas, outras nem tanto, algumas boas e outras ruins. Pra mim é sempre uma honra dividir palco com bandas boas ou bandas que tenham pessoas que se doam pelo movimento. Pra mim é mais importante se doar para o movimento do que ter banda boa, mas muitas vezes acontece os dois, e isto é ótimo.


7- Morcego - Vendo o decorrer dos anos, é realmente desanimador ver que muitas das boas bandas não estão onde merecem, enquanto a mídia enfia tanta porcaria na cabeça da molecada, fora todas as dificuldades de manter uma banda, ensaiar, gastos com equipamentos, a falta de espaço pra som punk, as tretas que foderam com vários sons. Você faria tudo de novo, mesmo sabendo que não há retorno financeiro?


Fábio - Com certeza sim, não me vejo de outra forma. Eu sou do subúrbio, e de uma família muito católica, e o movimento me abriu a cabeça contra o racismo, desigualdade social, homofobismo, machismo, estado etc. Portanto minha formação ideológica, meu caráter, personalidade etc, devo principalmente ao movimento punk.
Realmente é muito difícil manter uma banda honesta na ativa. Prefiro viver na sarjeta, que me entregar a mediocridade do mainstream, da sociedade e todo o seu moralismo hiprócrita e suas prateleiras morais, e a qualquer demência coletiva religiosa. È o que me faz acordar todos os dias. Enquanto eu dou um passo, a realidade, as vezes, dá dois, mas no dia seguinte eu darei três. O movimento Punk é minha muleta, a minha religião.


8 - Morcego - Você criou sua banda, e não precisa nem chegar muito perto pra ver o quanto é importante pra você. Defina o Sarjeta em uma frase.


Fábio - Nem tudo é carnaval no país do futebol.



9 - Morcego - Fabiones, valeu por responder, e em geral por toda contribuição pra nossa cena que continua a cada dia e que vamos lutar sempre pra que cresça,
pessoalmente agradeço por proporcionar os gritos de refrão, os bates e tudo que trouxe apoio a minha ideologia libertária, a influência musical underground que atingiu a mim e muitos a minha volta também. Á... e claro por tá presente costa a costa descendo o tapa nos pilantra quando precisou KKKKKKKKKKKKKKK.


Fábio - Obrigado por você existir, a galera que esta no ativismo da Sub Punk, e a todas as pessoas de bem, como você disse, vamos continuar lutando no dia a dia pela cena, e por um mundo melhor. A cena é nossa! E é a gente que tem que tomar conta dela. Se tem coisas ruins, e isso acontece em todos os setores da vida social, são individualidades, o movimento Punk não orquestra isso, nós somos a diferença. Revolução e anarquia não são e nunca foram utopias. A gente pode fazer o nosso melhor, e se alto melhorar, num exercício diário, até nosso ultimo suspiro.

Quem quiser escutar uns sons da banda Sarjeta, tem 15 para downloads gratuitos, com letras e fotos, no site bandas de garagem. bandasdegaragem.com.br/sarjeta

ou

http://bandasdegaragem.uol.com.br/hotsite/index.php?id_banda=7162



Anarquia sempre!

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Somos ou nunca Seremos (partes)


Parte de uma letra minha.

Nunca se afaste dos seus ideais.
Nunca se adapte, fazendo por que o outro faz.
Esses nossos dias, parecem todos iguais.
Por que somos sintonizados, presos nos mesmos jornais.
A nossa indiferença e desumanidade.
Invadem nossa casa, cegam nossa liberdade.
Não é nada fácil, evitar o sistema.
Mais nunca fechar os olhos, e perder a consciência.
nunca!!! desista.
A cada punk que morre, nasce um conformista.
Nunca se afaste dos seus ideais.
União e conhecimento por justiça e paz.

Punkesia kkkk, é por revolta é o que importa

Morcego.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

SUB PUNK / PUNKRUSP


Sub Punk / PunKrusp
A Sub Punk é um veículo destinado ás pessoas de bocas inquietas. É um dos vários mecanismos que podemos utilizar. Lógico que algumas pessoas (a maioria delas mal intencionadas), podem associar tais ações a hipocrisia ou demagogia, mas eu nem ligo, pois ninguém é obrigado a concordar, muito menos pessoas de direita, pois falam que somos extremistas, mas com certeza extremas são suas mediocridades.
Eu moro no Parque Pinheiros em Taboão da Serra desde 2.002, e como sempre fiz e faço, procuro conhecer, e na medida no possível apoiar novas bandas. Quando mudei pra cá, nem tinha uma cena com bandas, ninguém fazia rock por aqui. Hoje são muitas as bandas, sempre disse ao microfone, “montem suas bandas, façam zines, faça crescer a cena ao qual você faz parte”.
O que mais falta por aqui é interação entre as bandas, zineiros etc. Desta forma não podemos construir algo realmente concreto por aqui, poderia ser uma cena maravilhosa, como foi e ainda é o PunKrusp de onde saíram bandas como Excomungados, Mercenárias, Sarjeta, Colisão Social, Antropófogos, Banda Punk, Insurgentes, Planeta Defunto, Os Meteoros etc. E zines como Sarjeta Zine, Ex-zine entre tantos outros muito legais.
Aqui as bandas tocam e saem fora, nem prestigiam as outras, é nítida uma espécie de competição, acontece desde 2.002 quando a coisa começou a tomar rumo. A cena aqui ainda tem poucos punks, por isso quero agradecer o Rodolfo (enter furians), Roberto Morcego, Dayane, Daya, Bones, Jana, Fábio (Olho Seco), Menstruação Anárquica, Demente & Fernanda, Mozine (Mukeka), PP (Atentado), Ariel que estão colaborando de forma ativa com a Sub Punk (aliás sempre colaboraram). Precisamos de mais pessoas com o mesmo intuito.
Existem outras pessoas interessadas, mas tem que fazer acontecer, não somos um exército, não estamos recrutando ninguém, tem que ser merecedor mesmo. Tem pessoas aqui que tem um puta de um visual chamativo, mas o que mais fizeram de sério é reclamar que não deixaram entrar de graça nos shows, ou que o desconto foi pouco, pessoas assim não me interessam, e posso dizer em nome do movimento ao qual sou ativo a mais de 20 anos.
Mas tenho certeza, que aos poucos as negatividades acabam saindo de cena, pois só os verdadeiros sobrevivem, afinal punk não é moda e nunca foi. Façamos o favor de desenvolver um senso de autocrítica, e reservar mais tempo tentando melhorar a nós mesmos. Para terminar, um som que foi tocado nos dois shows que vi nas ultimas duas semanas, a banda se chama Garotos do Subúrbio. “Garotos do subúrbio, garotos do subúrbio, vocês, vocês, vocês não podem desistir de viver”.
Fábio Sarjeta

minha segunda entrevista e com Mozine / Mukeka di Rato


FÁBIO SARJETA ENTREVISTA MOZINE
1 – Grande Mozine, nos conte como começou a saga do capeta cuspidor de fogo?

Final de 1.994. Quatro caipirinha, noiaba, caiçara do caralho, tocando hc fast idiota, querendo ser punk, bando de idiotas.
2 – Explica pra gente, o por que do nome Mukeka di Rato? Inclusive, o por que do “K”?
Botamos com K pra imitar as bandas da Finlândia, que era os bagulhos que nós escutávamos pra cacete na época, tipo Kaaos, Tervet Kadet, etc. Mukeka di Rato é porque mukeka é um prato típico no Espírito Santo, e várias bandas daqui ficavam botando nome de banda com coisas típicas, então nós botamos pra zuar essas bandas, e fizemos uma letra falando de pessoas que estavam comendo ratos nos lixões no nordeste, aí ficou assim. Um bagulho bem Dead Kennedys, pelo menos era nossa intenção, ou melhor, sempre tentamos imitar Dead Kennedys, ta na cara.
3 – Quais as influências para montar a banda?
Só escuto rock n´roll e hc japonês, melhores bandas, extremo! Não agüento mais escutar hc meio termo, uns bagulhos assim não rola mais pra mim, odeio muitas bandas de hc também, são todas iguais, chatas e mentirosas.
4 – Pode crer, hardcorezinhos comerciais são banais, feitas para pessoas banais. Vocês pretendiam ou imaginavam que a banda tivesse tamanho destaque no underground?
Não, é uma banda de merda, uns idiotas caipiras.
5 – Fala aí, já dá para viver de música, ou a grana só dá para um “black flag”?
Viver de música é foda, tem show que a gente até consegue segurar um dinheiro melhor e tal, Mas geralmente é calote, ou show que paga pouco, aí fica foda, aí a gente vai tentando equilibrar, não tem uma média, tem mês que a gente ganha o equivalente ao que a gente ganharia num trampo mais tosco e tal, tem mês que é uma bosta total.
6 – E aquela música que você fala que seus filhos vão pular no sofá ouvindo Excomungados. È a minha banda mesmo? Já ouvi gente falar que é outra? Que maldita banda é essa?
Rapá, é do Excomungados, sua banda mesmo mano, gostamos pra cacete da banda, “também quero comer chocolate, chocolate não é só pra burguês”.
7 – Fala sobre a banda Merda?
È uma merda!
8 – Fala um pouco sobre os Pedrero. E aquela música de cuspir cerveja na cara, tu é doido mano? Rsrrs
È nóis rsrsrrsrs, cerveja é tudo brother!
9 – Porra velho, você vai deixar mesmo teu filho pular no sofá escutando Excomungados? Não faz isso cara!

Lógico que faço! Hehe, puta banda maneira veio e o Sarjeta também! Louco é você que esta querendo me internar! Eu não quero não, não, não religião!
10 – Valeu mano, deixe uma mensagem para os leitores do Sub Punk.
Vão á merda seus cornos, valeu pela atenção. Abração.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Raulzito


Tá rebocado meu compadre
Como os donos do mundo piraram
Eles já são carrascos e vítimas
Do próprio mecanismo que criaram


O monstro SIST é retado
E tá doido pra transar comigo
E sempre que você dorme de touca
Ele fatura em cima do inimigo


A arapuca está armada
E não adianta de fora protestar
Quando se quer entrar
Num buraco de rato
De rato você tem que transar


Buliram muito com o planeta
E o planeta como um cachorro eu vejo
Se ele já não aguenta mais as pulgas
Se livra delas num sacolejo

Hoje a gente já nem sabe
De que lado estão certos cabeludos
Tipo estereotipado
Se é da direita ou dá traseira
Não se sabe mais lá de que lado


Eu que sou vivo pra cachorro
No que eu estou longe eu tô perto
Se eu não estiver com Deus, meu filho
Eu estou sempre aqui com o olho aberto


A civilização se tornou complicada
Que ficou tão frágil como um computador
Que se uma criança descobrir
O calcanhar de Aquiles
Com um só palito pára o motor


Tem gente que passa a vida inteira
Travando a inútil luta com os galhos
Sem saber que é lá no tronco
Que está o coringa do baralho


Quando eu compus fiz Ouro de Tolo
Uns imbecis me chamaram de profeta do apocalipse
Mas eles só vão entender o que eu falei
No esperado dia do eclipse


Acredite que eu não tenho nada a ver
Com a linha evolutiva da Música Popular Brasileira
A única linha que eu conheça
É a linha de empinar uma bandeira


Eu já passei por todas as religiões
Filosofias, políticas e lutas
Aos 11 anos de idade eu já desconfiava
Da verdade absoluta


Raul Seixas e Raulzito
Sempre foram o mesmo homem
Mas pra aprender o jogo dos ratos
Transou com Deus e com o lobisomem

sábado, 14 de novembro de 2009

Che Che Che




Um pouco de Che pra animar ^^

"Se você é capaz de tremer de indignação a cada vez que se comete uma injustiça no mundo, então somos companheiros." [ Ernesto Che Guevara ]

"As tantas rosas que os poderosos matem nunca conseguirão deter a primavera." [ Ernesto Che Guevara ]

"A argila fundamental de nossa obra é a juventude. Nela depositamos todas as nossas esperanças e a preparamos para receber idéias para moldar nosso futuro." [ Ernesto Che Guevara ]

"Não quero nunca renunciar à liberdade deliciosa de me enganar." [ Ernesto Che Guevara ]

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

entrevista com Fabião da lendária banda Olho Seco


1 – Como surgiu a lendária banda Olho Seco? Com quem? E quando?

O Olho Seco foi formado em 1.980 no ensaio do Cólera e da banda Osso Oco, e no intervalo o baterista Sartana do Osso Oco continuou na bateria e como eu já tinha algumas letras começamos a levar um som, e o Redson e o Val vieram para completar a banda. Este ensaio foi na zona norte de São Paulo.

2 – Quais eram suas influências musicais e ideológicas para formar a banda?

Quando eu escutava rock, escutava Stooges, MC5 e muitas outras bandas da época. Quando apareceu o punk escutava Ramones, Sex Pistols, Clash, e eu queria fazer um som mais rápido e agressivo, e acho que o Olho Seco é isso. Nas letras coloco o que eu acho que está errado, guerras, problemas sociais etc.

3 - Sua antiga loja foi um dos principais pontos de encontro de punks. Conte-nos o por que de sua loja ter tanta importância para o movimento punk?

Abri a Punk Rock Discos em 1.979. E se não fosse a loja o punk não teria chegado aonde chegou, a maioria das bandas antigas foram formadas na loja, porque eram lá que os punks se encontravam, foi na loja que se teve a idéia de gravar um disco chamado Grito Suburbano, foi lá também que uma pessoa começou a arrumar memoráveis shows para as bandas como o do teatro Luso no Bom retiro, foi lá também que se teve a idéia de fazer o Começo do Fim do Mundo.

4 – Você tocou no festival O Começo do Fim do Mundo. Qual a importância deste festival? Você o considera uma espécie de “divisor de águas” para o movimento punk?

Imagine só, em 1.982 conseguir dois dias no Sesc da Pompéia tocando e falando sobre punk rock com 20 bandas e tudo isto de graça! Para a época foi um feito histórico, com ampla divulgação da imprensa. Lógico, depois do festival muitas pessoas queriam conhecer melhor as idéias do movimento, e depois de um grande evento como este muitas bandas se formaram.

5 – Excomungados foi uma destas bandas formadas após o festival rsrsr. Diga-me quais as diferenças mais visíveis, do movimento e música punk do final dos anos 70 e começo dos anos 80, em relação aos dias de hoje?

Excomungados! Nossa! rsrsrrs Nas primeiras bandas dificilmente alguém entrava na escola para aprender tocar algum instrumento, aprendiam um ou dois acordes e já saiam tocando. Entre os anos 80 e 90, muitos já entravam na escola para aprender a tocar melhor. O punk dos anos 80 teve mais impacto musicalmente falando porque era novidade e atualmente como o punk não morreu e só cresceu, conta com pessoas de diversas bandeiras, pessoas que se preocupam com o meio ambiente, com os animais, com o futuro do ser humano, etc.

6 – Com o processo de urbanização decorrente da revolução industrial, ocorreu o fenômeno da migração das massas para as grandes capitais do Brasil (principalmente para São Paulo), em busca de melhores condições de vida. Com isso acaba ocorrendo problemas como escassez de empregos, falta de moradias decentes e consequentemente criminalidade. Em meio da situação caótica o governo e as grandes indústrias só se aproveitaram no sentido de lucrar, ao invés de investir em outros lugares. A música “nada” aborda esse problema com esta visão? Se a música quis passar outra mensagem, por favor, nos explique.

Este país, infelizmente, sempre foi e sempre vai ser mal governado, este som eu fiz em 1.979, porque eu passava na Avenida Rio Branco e a rodoviária era nos campos Elíseos. O pessoal chegava da rodoviária, não tinha aonde ir e ficava acampado debaixo da estátua do Duque de Caxias. Eu pergunto pra você: “O que mudou de lá para cá?” Só piorou. As pessoas deixam familiares nas suas terras natais e vem tentar a sorte nos grandes centros urbanos, só que este não tem estrutura para abrigar tanta gente! Isto só aumenta a miséria, criminalidade, desemprego, falta de moradia, eu não vejo dignidade em morar debaixo de pontes ou na favela no meio dos ratos!

O que deveria ser feito? Os governantes dar muitos incentivos para as empresas tanto nacionais como multinacionais para se instalar nas regiões mais pobres do país. È sobre isto que quero falar na música “Nada”, que nada mais é que uma crítica a esta situação.

7 – Valeu Fabião pela atenção, e por tudo que fez e ainda faz pela nossa cena, para terminar, deixe uma mensagem para os leitores do blog da Sub punk.

Continue lutando pelo seu ideal, faça seu sonho se tornar realidade, estude bastante, não espere nada deste país, ele não vai te dar nada em troca.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

maldita grande mídia


Infelizmente a grande mídia é uma merda aonde toda a comunicação é filtrada. Não ouço mais falar em Iraque né! Acho que já se lucrou tudo que tinha para se lucrar nestes últimos anos, e como diz o ditado “o que os olhos não vêem, o coração não sente” no caso dos iraquianos o coração não sente porque não bate mais.

Existe na maldita terra do tio sam, um tal de “mural da bravura”, destinado aos “hérois” que para mim não passam de imbecis, não, não não...agora são cadáveres kkkkkkkkkkk. São voluntários que morreram “lutando pela liberdade”, só se for pela liberdade da Esso que aumentou muito a produção anual de petróleo.

Na parte dos não voluntários é muito nítido que a maioria são mulatos e negros. Quer dizer além de abaixar o preço do mercado interno do petróleo, que era altíssimo até o termino da guerra, promovem uma “limpeza” étnica. Com certeza Hitler, Mussoline e os ex-papas devem estar morrendo pela segunda vez... morrendo de inveja!

Alguém fala para o Barack Obama mandar demolir esta merda de mural... será que ninguem falou pra ele??? Se não ele que enfie o mural junto com o premio nobel da paz no umbigo dele.

Fábio Sarjeta

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

UNIÃO, INFORMAÇÃO, INDENTIDADE E LIBERDADE


Sub Punk é um coletivo com intenção de informar e unir:
Levar a ideologia libertaria verdadeira, rebatendo a mídia manipulador e a ignorância,entre outros tantos males que nos alienam.
Já temos que conviver com a Opressão que o sistema nos impõe, e nos dividimos e lutamos entre nós enquanto o oponente maior nos esmaga.

Ideologia, Subversão e Anarquismo!
anti autoritarismo e direitos mais justos!!
independente do sistema político, queremos mais honestidade mesmo que nessa falsa democracia

Através da união, musica, teatro, e toda e qualquer forma de arte e expressão, levar informação onde o sistema lucra: " manipulação"

Somos nós, INORDENÁVEIS! CONSCIENTES, E EM BUSCA DE NOSSA OPÇÃO.